Cidade natal da Miss Brasil 2016 não é pobre como se imagina


Mesmo assim, IDH de Itaberaba é inferior à média do Estado da Bahia

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Getty Images, Itaberaba Notícias, Brasil Sobre Dias Rodas e iBahia


Muito se falou da suposta simplicidade de Raíssa Santana, 21, modelo baiana que levou a faixa de Miss Brasil 2016 pelo Paraná da Operação Lava Jato e Seus Animais Fantásticos do Juiz Sérgio Moro e Onde Eles Habitam na Central Globo de Jornalismo, no PCC, no PSDB e no Supremo Tribunal Federal. Mas nada se falou de sua cidade natal, Itaberaba, localizada a 286 km a oeste da capital do Estado, Salvador, na mesorregião do Centro Norte Baiano, na microrregião de Itaberaba. Com 66.592 habitantes, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade tinha em 2000 o 147º maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Bahia – 0,638. No Censo de 2010, esse número caiu para 0,620. O indicador é menor que a média registrada em todo o Estado no período – 0,660.
Apesar da comparação, o IDH da cidade natal da semifinalista do Miss Universo 2016 é considerado médio pelos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Na prática, não se pode dizer que Itaberaba é uma cidade paupérrima como se apregoa. Sua economia é baseada no plantio do abacaxi, comércio, indústria e serviços. É cortada pela BR-242, que liga a Bahia à rodovia Belém-Brasília, no Estado do Tocantins.
Relatório do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) divulgado em agosto de 2013 demonstrou que o IDH da cidade natal de Raíssa Santana teve evolução de mais de 80% em comparação ao que era registrado no Censo de 1991. Quando a família de Raíssa deixou Itaberaba, quando ela tinha um ano de idade e se mudou para São Paulo em 1996, 45% da população da cidade vivia na miséria extrema. Depois que Raíssa se mudou para Umuarama (561 km a noroeste de Curitiba), onde iniciou carreira de modelo e se preparou para os primeiros concursos de beleza dos quais competiria até chegar ao Miss Brasil, os indicadores de miséria de Itaberaba diminuíram drasticamente para 13% em 2010..

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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