Assunto da semana: Tira essa droga de câmera já daqui!


Conviction deu o pior papel para a atriz da Agente Carter

Sven Frenzel/ABC/Divulgação/11.11.2016


Para quem acompanhou as rasas temporadas da Agente Carter da Marvel, ver a atuação de Hayley Atwell como chefe de uma unidade de investigação em Conviction (FOX Life, 5ª, 22h, 14 anos) se torna um exercício de paciência. Não se enxerga ali um único indício de que sua atuação vá significar alguma coisa em termos de excelência pedida para o Primetime Emmy de setembro. Ao contrário, o papel da advogada Hayes Morrison se mostra uma decepção em termos de convencimento de público e resposta de audiência.
Os fãs das histórias de quadrinhos vão ficar furiosos comigo assim como baianos e pernambucanos já o fizeram com o Lázaro Ramos ao trocar axé music por papéis de sambista carioca, a despeito de ser soteropolitano. Podem reclamar à vontade, mas nada mudará minha pensata a respeito do que está sendo esta temporada de cisnes de Convictiion, sem me aproprias do Panorama Ecológico do Erasmo Carlos, mais tarde convertida em manifesto de ecochatos do especial de Natal do Roberto Carlos de 25 de dezembro de 1990. Sofrível.

ABC/Divulgação

Minhas mais sinceras condolências às roteiristas Liz Freelamder e Liz Friedman por ter dado ao telespectador um besteirol mal escrito travestido de pseudodocumentário no episódio oito, Bad Deals, no qual Hayes manda desligar a câmera e a atira no chão. É a fina flor da falta de argumentação e de uma história mal escrita, a ponto de confundir o telespectador e achar que está assistindo a um circo, mão um drama policial como se fazia em Castle, antecessor de Conviction na grade da ABC americana. Não deu conta do recado.
Para a atriz cinematográfica de 34 anos, Conviction deve ser colocado como um ponto sombrio em seu passado televisivo. Não lhe significou muita coisa, tampouco deu lhe a visibilidade que era esperada de sua passagem das telonas para as telonas. Em tempos de televisores cada vez maiores, não se deve dar a chancela de atriz de cinema transigindo para a televisão a alcunha de telinha. Isso é coisa inerente à época dos televisores à lenha, em cuja época está parada a mentalidade da imprensa golpista financiada pela Fiesp. Até sábado.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no sábado (11/3)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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