Advogados da WME/IMG visitam a Band para tratar de ação que pede suspensão do Brasil do concurso de Miss Universo


Objetivo é traçar estratégia para anular acusações de Camila Dias Mol e obrigar a ex-miss Sergipe a pagar indenização

Da redação TV em Análise

Reprodução/SBT/06.06.2016


Advogados do grupo americano William Morris Endeavor/International Management Group (WME/IMG) visitaram na tarde desta segunda-feira (6) a sede da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, no Morumbi (zona oeste de São Paulo). De acordo com funcionários da Band, o grupo esteve na emissora para tratar, com a área jurídica da emissora, de detalhes do processo que já está tramitando numa vara de Nova York, movido por Camila Dias Mol, ex-competidora do Miss Sergipe 2015, que fez denúncias de fraude na etapa local do Miss Brasil 2015, que estava sob responsabilidade do Grupo Bandeirantes de Comunicação até a venda dos ativos para a empresa de televendas Polishop. E é exatamente o ponto do que o jurídico da empresa dona do Miss Universo quer saber sobre o que chama de “aluguel de direção nacional”. Pelas normas do Miss Universo, nenhuma coordenação nacional está autorizada a locar a terceiros a concessão do concurso local respectivo sem a sua anuência.
De acordo com as mesmas fontes, os representantes da WME/IMG quiseram saber da Band qual seria o procedimento da emissora para, nos tribunais brasileiros e americanos, se defender da denúncia de Dias Mol, que pede a suspensão do Brasil de participação de edições futuras do concurso de Miss Universo. Os advogados da Band argumentaram que a emissora tem contrato vigente com a Miss Universe Organization válido até 2020, o que na prática invalidaria qualquer tentativa jurídica de barrar a participação do país no concurso. Com isso, as denúncias de Camila Dias Mol sobre corrupção na antiga coordenação do Miss Sergipe já terão prescrevido e nada poderá ser feito para impedir a participação de candidatas do Brasil no concurso, uma vez que há contratos vigentes de transmissão e patrocínio, que precisam ser respeitados.
Em resposta a internautas através de sua conta no Instagram, publicada no dia 18 de janeiro, Camila disse que a Justiça brasileira terá de comunicar à norte-americana da ação que ela move contra o promotor de eventos Deivide Barbosa e a Band pelos danos morais que lhe foram causados. No caso, por se tratar de processo movido junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ-SE), o caso teria que passar de dois a três anos até chegar às mãos de algum ministro do Supremo Tribunal Federal para se dar início ou não aos procedimentos de comunicação e conhecimento do caso à Corte Judiciária de Nova York, cidade onde fica a sede da MUO. Caso se comprove que Camila mentiu em entrevistas a órgãos de imprensa ao acusar Deivide de corrupção, com o intuito de atrapalhar a organização do concurso nacional de 2015 e impedir sem sucesso a participação da representante eleita para o Miss Universo 2016, a baiana Raíssa Santana, Camila terá de pagar indenizações à Band e à Miss Universe Organization, além de arcar com as custas processuais. O processo ainda está na fase inicial.
Na mesma postagem, Camila acusou em um de seus comentários a imprensa de enviesar o tom de suas acusações, com o intuito de prejudicar Raíssa Santana na disputa do Miss Universo 2016, onde acabou classificada entre as 13 semifinalistas. “A mídia não está disposta a apurar a verdade, mas sim e vender notícia e chama muito mais a atenção falar que a miss desse ano pode ser retirada do concurso do que falar que isso será para os próximos anos, cada um interpreta da forma que acha mais interessante e que acha que vende mais matéria”, disse.
O Brasil participa do Miss Universo desde 1954 e desde então obteve 35 classificações, incluindo dois títulos, cinco segundos lugares, um terceiro lugar, dois quartos lugares e cinco quintos lugares. A única vez que o país ficou fora do Miss Universo foi em 1990, mas por não realização do concurso nacional. Na história do Miss Universo, nenhum país foi suspenso do concurso por acusações de corrupção.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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