Depois do carnaval com a classificação histórica de Raíssa Santana na Ásia após nove fracassos, trabalhos de produção dos concursos estaduais do Miss Brasil 2017 param


Divulgação de fotos oficiais das 20 candidatas selecionadas para o Miss São Paulo 2017 já era para ter sido feita

João Eduardo Lima
Editor e criados dos blogs TV em Análise

Reprodução/Facebook/Miss São Paulo
A candidata de Sumaré, Isabelle Brenelli, em material não divulgado pela Band


O oba-oba feito em cima da classificação histórica da baiana Raíssa Santana, 21, entre as 13 semifinalistas da 65ª edição do concurso de Miss Universo acabou e a Organização Miss Brasil Universo começa a acordar para a triste realidade que contorna o processo de produção dos 27 concursos estaduais do Miss Brasil 2017, que vai definir a representante do país na 66ª edição do Miss Universo, cotada para acontecer em Perth, na manhã do dia 18 de dezembro (noite de 17 de dezembro pelo horário brasileiro de verão). Das 27 coordenações estaduais, apenas oito estão com inscrições abertas para os respectivos concursos Acre, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. As demais só estão com vagas abertas para as seletivas que, sabe Deus quando, a entidade vai realizar. Alagoas e Pará são o retrato claro desse descalabro.
Para piorar, o coordenador do Distrito Federal está hospitalizado. Se morrer, a Polishop e a Band Brasília vão assumir as funções que até o ano passado eram de Cloves Nunes, conhecido cabeleireiro local (não irei usar a nomenclatura hairstylist para não caracterizar colonização editorial). No Rio Grande do Sul, concursos municipais já foram realizados, mas a Band de Porto Alegre se faz de morta em relação a prazos para o Miss Rio Grande do Sul 2017. São Paulo, que vai abrir o ciclo de concursos estaduais no sábado (25), está com os trabalhos de produção de seu concurso parados desde o anúncio das classificadas na seletiva, concluída no dia 19 de fevereiro com a classificação de 20 candidatas para a final televisionada que a Band vai mostrar para todo o país.
Rio Grande do Sul e São Paulo foram os dois únicos concursos estaduais do Miss Brasil que a Band transmitiu em rede nacional no ciclo de 2016, fora Miss Brasil e Miss Universo. Nas mãos das afiliadas da Band, estão outros potenciais alvos de transmissões nacionais ou regionais como Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e a novidade da inclusão do Piauí no rol de eventos controlados pelo consórcio Polishop/Band/Ford Models/WME/IMG. Por termos saído agora do ciclo do Miss Universo e das festas do Carnaval das quais Raíssa tomou parte, a prospecção de eventos ainda não começou, Apenas reuniões pontuais com um ou outro coordenador.
A farra dos coordenadores com a participação de Raíssa Santana no Miss Universo 2016 acabou. E para isso Band, Polishop e Ford Models precisam acordar. O ciclo de candidatas municipais dos estaduais do Miss Brasil 2017 promete ser bastante exíguo em termos de resultados práticos. Buracos em certos Estados devem obrigar a indicações em massa, coisa não vista desde 2005, quando a Gaeta tocava o Miss Brasil e as concessões do Miss Universo e de outros dois concursos internacionais. Se todo o processo do Miss Brasil 2017 terminasse hoje, 13 Estados teriam de ir com candidatas “biônicas” para a etapa brasileira do Miss Universo 2017. É uma coisa que precisa ser trabalhada para ontem.
Ainda de volta ao caso paulista, a Polishop ficou de divulgar para esta terça-feira (7) as fotos oficiais das 20 candidatas municipais do Miss São Paulo 2017. O problema é que as candidatas ainda estão nas suas cidades apenas aguardando ordens para ir para a capital, exceção feita a Karen Porfiro, escolhida para representar a capital na etapa paulista do Miss Brasil 2017. É ela quem vai ciceronear as outras 19 candidatas municipais que estarão na competição. Até o fechamento desta matéria, os perfis oficiais do Miss Brasil apenas mostravam ações de propaganda ou fotos de moda de Raíssa. Com o concurso de São Paulo restando 18 dias para ser realizado, é melhor dar um tempo nesse tipo de ação. E colocar na prática o dinamismo que se pretende de um ciclo importante para manter o Brasil na elite do Miss Universo pelo sétimo ano seguido em uma única década, ultrapassando marcos estabelecidos nas décadas de 1950 e 1970.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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