Desirée Lowry de Porto Rico é o que a Gaeta e a Band foram em 2004 com a saudosa Fabiane Niclotti após o Miss Universo


Orgulho e arrogância não ganham concurso nem dão classificação

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Carlos Rivera Giusti/El Vocero/Arquivo


Passou-se um mês do concurso Miss Universo 2016, mas o seu rescaldo ainda se faz sentir pela declaração da coordenadora de Porto Rico,k Desiree Lowry, após tentar esconder o desastre da desclassificação de sua candidata, Brenda Azaria Jiménez, do quadro de 13 semifinalistas. Ao jornal El Vocero, Lowry expressou “orgulho” com a participação de Brenda no concurso quando deveria expressar vergonha. Basta olhar para a peleja que culminou com a destituição da vencedora original do Miss Universo Porto Rico 2016, Kristhilee Caride, que foi parar na Justiça.
“Estou sumamente orgulhosa de Brenda, ela é uma mulher excepcional, sempre esteve muito disposta a aprender e o demonstrou durante todo o reinado”. Isso é o que diz Desirée na carta à imprensa. Na prática, o que Desirée Lowry esconde é sua arrogância com os jurados preliminares e com a IMG Universe, por não aceitar a redução do número de semifinalistas de 15 para 12 (e depois para 13). Não se ganha concurso no grito e isso Desirée precisa aprender.
Em 2004, em mãos totalmente opostas, os então coordenadores do Miss Brasil Nayla Micherif e Boanerges Gaeta Jr. voltaram de Quito sem emitirem uma palavra sobre a desclassificação da gaúcha Fabiane Niclotti (1984-2016) do quadro de 15 semifinalistas da 53ª edição do Miss Universo. A própria Miss Brasil 2004, numa mostra do fundo de poço que viria a enfrentar depois, se recusou a falar com jornalistas ao desembarcar no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. A desclassificação de Fabiane foi o prelúdio de uma tragédia anunciada, cujo desfecho nós já sabemos.

Philip LIittleton/AFP/Getty Images/13.05.1995

A “tranquilidade” de Lowry, no entanto, esconde a arrogância mais profunda de uma coordenadora nacional que tentou ganhar na base do grito e do desespero uma vaga entre as semifinalistas. Ex-concorrente do Miss Universo 1995, na Namóbia, Desirée Lowry deveria ter vergonha das atitudes que está tomando como coordenadora nacional. Acha que Porto Rico ainda pode ter os benefícios da época do Trump Card. Com a IMG Models no circuito do Miss Universo desde 2015, a prática não é mais assim. Classificam-se às semifinais do Miss Universo as candidatas que tiverem impressionado melhor os jurados e o corpo diretivo da Miss Universe Organization. A mamata da era Trump já acabou e isso Desirée tem de ter em mente.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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