ATÉ QUE PONTO VAI A IMBECILIDADE DO SER HUMANO AO MANDAR A VENEZUELA DE SETE MISSES UNIVERSO IR PARA ‘AQUELE LUGAR’?


Basta perguntar a Fernão Mesquita, herdeiro do Estadão

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Reprodução/Twitter, Getty Images e Miss Universe Organization/Divulgação
Pode isso, Arnaldo?


As agressões continuadas à Venezuela, orquestradas por setores da direita mais sórdida que começa a tomar conta da América do Sul após a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e o impedimento da presidente legítima do Brasil, Dilma Rousseff, apenas reforçam o tônus da bancada ruralista, representada nos meios audiovisuais pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, em tentar desqualificar, a qualquer preço, o legado que o país construiu desde a eleição de Maritza Sayalero, em 20 de julho de 1979, como a primeira Miss Universo do país sul-americano. Era apenas o começo da suplantação da Venezuela sobre o Brasil como potência no Miss Universo. Até ali, o Brasil acumulara 20 classificações no Miss Universo, incluindo os dois títulos até aqui conquistados. A Venezuela, até então, estava apenas na sua décima classificação, inclusive a que levou à coroação de Maritza, no extinto Perth Entertainment Centre, em Perth (Austrália Ocidental, oeste da Austrália).
Não censurei (e nem irei censurar) a faixa “Foda-se a Venezuela”, erguida pelo jornalista Fernão Mesquita, herdeiro do Grupo Estado, durante ato de apoio ao então candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), em outubro de 2014. Com a faixa posta aos leitores junto dos retratos de Maritza e das outras seis misses Universo que a Venezuela teve – Irene Saez (Nova York, 20/7/1981), Bárbara Palácios (Cidade do Panamá, 21/7/1986), Alicia Machado (Las Vegas, 17/5/1996), Dayana Mendoza (Nha Trang, 14/7/2008), Stefania Fernandez (Nassau, 23/8/2009) e Maria Gabriela Isler (Moscou, 9/11/2013), procuro demonstrar ao leitor que, do fundo da facção política da qual a Band fez parte para derrubar Dilma, há um intento claro: o de banir a Venezuela do Miss Universo (Não é a bravata pregada por Flávio Ricco, colunista do UOL, de que é o Brasil quem tem que ser banido do Miss Universo, por causa das denúncias da Camila Dias Mol apresentadas no Fantástico do SBT, denominado Conexão Repórter).
É clara e nítida a olho nu a intenção do consorcio golpista Band-Temer-PSDB-PCC-PSOL-black blocks de fazer com que a Venezuela seja limada do mapa de países do Miss Universo. Usam a crise econômica e inflacionária que o país vizinho passa para tentar desmerecer o trabalho que o cubano naturalizado Osmel Sousa iniciou em 1982 para classificar as candidatas venezuelanas ao Miss Universo. Até a Rede Globo, através de um de seus canais pagos, o Futura, reconhece que a qualidade do Miss Venezuela é superior à do Miss Brasil, que está atrasado anos a fio. Tem-se uma vantagem de 41 classificações co Miss Universo contra 35 das candidatas brasileiras no mesmo concurso. É aí que reside o querosene de aviação das provocações direitistas contra a pátria de Dayanas, Stefanias, Irenes, Bárbaras e tantas outras.
O olho clínico do repórter Luís Nachbin viu muita coisa na Venezuela de, até 2006, quatro misses Universo. Viu a miséria que Gabriela Isler procurou escancarar durante seu reinado como Miss Universo 2013, denunciando o arbítrio dos “boliburgueses” em calar meios de comunicação como RCTV e Globocisión e fazer a Venevisión do Miss Venezuela e do Miss Universo adotar uma postura mais pacífica com os caudilhos Hugo Chavez e Nicolas Maduro. Mas não se solidarizou quando seus colegas da Rede Record Leandro Stoliar e Gilson de Oliveira foram presos enquanto produziam uma série de reportagens especiais para o Jornal da Record sobre os negócios escusos da construtora baiana Norberto Odebrecht com países, segundo a pensata da cambada golpista, de “matriz bolivariana”. A Angola da Miss Universo 2011 Leila Lopes inclusa. Entre Trem, Trilhos, Trump, Datena, Temer, judeus cheirosos e especiais do Roberto Carlos, muita água passou para que a Venezuela se tornasse a potência missológica que é. So Far (Away de Petrópolis).

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Imprensa, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para ATÉ QUE PONTO VAI A IMBECILIDADE DO SER HUMANO AO MANDAR A VENEZUELA DE SETE MISSES UNIVERSO IR PARA ‘AQUELE LUGAR’?

  1. Bianca L. disse:

    ”A Angola da Miss Universo 2011 Leila Lopes inclusa.” que??? cade provas?

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