Assunto da semana: Impeachment já para as estatuetas!


Investiguem tudo no Miss Universo 2015 e no Oscar de 2017!

Disney/ABC Television Group/ImageGroup LA/26.02.2017


A trapalhada de Faye Dunaway ao anunciara La La Land no anúncio do Oscar de melhor filme da madrugada de segunda-feira (27) acabou com minha noite de sono. Não apenas a minha, mas também a da empresa de auditoria Price Waterhouse Coopers, responsável por tabular os resultados da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Por causa de um envelope se alterou a tônica do noticiário do início da semana da Quaresma e do fim do Carnaval. Desenhou-se um samba de crioulo doido.
O erro da última categoria da 89ª edição do Oscar remeteu imediatamente à presepada cometida por Steve Harvey no dia 20 de dezembro de 2015. Trainees da WME/IMG, empresa que acabara de assumir a gestão do concurso de Miss Universo, passaram ao apresentador instruções erradas de como dar o resultado da vencedora entre a colombiana Ariadna Gutierrez, que estava para dar a seu país o tricampeonato, e a filipina Pia Wurtzbach, que estava prestes a encerrar uma seca de títulos de 42 anos. Deu no que deu.
Não fosse o olho atento de um produtor de La La Land, o estrago da estatueta de melhor filme não teria chamado a atenção até da Miss Universe Organization. Se de um lado, houve aconselhamento de quem soube lidar com uma crise, do outro sobraram investigações internas. E cabeças devem começar a rolar logo. Para a essência do conteúdo da transmissão dirigida por Glenn Weiss dos Tony Awards, o burburinho dos produtores do Oscar e produtores e atores de La La Land acabou passando como coisa menor, finita.
Até por uma questão de prudência e de história, a errata de Dunaway no Oscar de 2017 tem de ser investigada em suas minúcias. Mesmo com as desculpas públicas de Warren Beatty, da PWC e da Academia do Oscar, é preciso que a ABC, geradora do Oscar, também aprenda a não ocultar a verdade de 32,9 milhões de telespectadores. Ainda bem que Fred Berger percebeu a babaquice dos atores da versão original de Bonnie & Clyde, cujo cinquentenário foi manchado pela senilidade e pela incompetência. Até sábado.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no sábado (4/3)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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