A um dia do Oscar, atores usam festa de empresa de talentos de novo dono do Miss Universo para atacar presidente Trump


Ari Emanuel, que comprou a Miss Universe Organization em setembro de 2015, é dono da UTA, que gerencia as carreiras de porraloucas como Jodie Foster

Da redação TV em Análise
Com El País Brasil e Rede TVT

Mario Anzuoni/Reuters


O que era par um evento de congraçamento de atores e diretores na antevéspera da 89ª edição do Oscar se converteu em um sanatório de imbecis vazios de ideias e ansiosos por pedirem o impeachment do presidente americano Donald Trump, 70, por entenderem, desde o pleito de 8 de novembro do ano passado que este é a pior escolha para a liberdade de expressão da qual os Estados Unidos sempre foram tão pródigos. A festa da United Talent Agency (UTA) se converteu em um showmício de derrotados, como a atriz e cineasta Jodie Foster, 54, que transformaram suas lágrimas de derrota em gritos de rancor com a tez ideológica do Partido Democrata.
A UTA foi a primeira agência em que Ari Emanuel, 55, trabalhou antes de formar a Endeavor (braço da atual WME/IMG). Em 2015, Emanuel, de origem judaica, adquiriu a integralidade das cotas da Miss Universe Organization que estavam nas mãos da Trump Organization, do já pré-candidato republicano à Casa Branca. Fez um negócio de US$ 28 milhões depois que Trump comprou a metade das ações que pertencia ao grupo de mídia NBCUniversal. Após a venda, Emanuel deixou a NBC na mão e passou o Miss Universo e o Miss USA para a FOX, rede de televisão de ideologia notadamente republicana.
Entre outros idiotas travestidos de “artistas”, se é esse o termo, que atenderam ao showmício improvisado estavam Michael J. Fox, cujo drama a gente compreende, e Wimer Valderrama. A razão do “evento”? Se solidarizar com o cineasta iraniano Asghar Farhadi, que anunciou que não compareceria à 89ª festa de entrega do Oscar, marcada para o final da tarde deste domingo (26), no Dolby Theatre, em Los Angeles. Cientistas iranianos foram chamados para representá-lo. Talvez para dar combustível aos insultos a Trump, produtor executivo e co-proprietário dos concursos Miss Universo, Miss USA e Miss Teen USA entre 1997 (com a CBS) e 2015 (com a NBC).

Michael Loccisano/Getty Images/20.05.2010

Desde a posse, em 20 de janeiro, Trump decretou uma caça às bruxas contra imigrantes de sete países árabes – o Irã de Asghar, o Iêmen, o Iraque, a Síria, a Somália, a Líbia e o Sudão. A guerra aos muçulmanos foi um dos pontos nevrálgicos do nebuloso programa de campanha de Trump. Detalhe: durante sua gestão na MUO, em 2010, uma imigrante libanesa, Rima Fakih, residente no Michigan, chegou a ser eleita Miss USA. Não se classificou no Miss Universo. O Líbano de Rima não está no radar de restrições de vistos americanos da administração Trump.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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