EXCLUSIVO: Advogados do PCC que estariam trabalhando para coordenações municipais do Miss São Paulo tentam tumultuar seletiva estadual do Miss Brasil 2017


Um dos escritórios que estaria prestando consultoria aos coordenadores é do indicado ao STF Alexandre de Moraes

Da redação TV em Análise

Fotos Rogerio Cassimiro/Folhapress/08.06.2006, Evelson de Freitas/Folhapress/18.02.2001 e Zana Produções e Misses/Divulgação


Pelo menos 22 escritórios de advocacia ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) estariam prestando serviços de consultoria a coordenações municipais de 70 cidades que participam do concurso Miss São Paulo, que recendia a representante do Estado para o Miss Brasil, etapa brasileira do concurso de Miss Universo. A denúncia partiu de um grupo de pré-candidatas ao Miss São Paulo 2017 que entregou à redação do TV em Análise Críticas um calhamaço de documentos comprovando a ligação do crime organizado no principal Estado do país com os concursos de beleza. A prática é vedada pelo Manual de Ética e Operações do Miss Brasil, lançado online pela Organização Miss Brasil Universo no ano passado.
De acordo com o grupo de misses, um dos escritórios do PCC que estaria prestando consultoria aos coordenadores municipais do Miss São Paulo é o do indicado ao Supremo Tribunal Federal Alexandre de Morae, que tem praticamente a mesma idade do jejum de títulos brasileiros de Miss Universo – 48 anos. O substituto de Teori Zavascki na corte nasceu em 13 de dezembro de 1968 enquanto o país amarga uma seca de vitórias no Miss Universo desde 13 de julho do mesmo ano. Sob a condição de anonimato, uma das candidatas municipais disse que membros do PCC presos em penitenciárias paulistas teriam ordenado que a Polishop suspendesse o anúncio das 20 finalistas do Miss São Paulo 2017, inicialmente marcado para o sábado (11) e adiado para a segunda-feira (19). Até o fechamento desta matéria, a lista não tinha sido liberada.

Aandressa Anholete/AFP/Getty Images/03.02.2017

Candidatas do Vale do Paraíba, onde fica o famoso “presídio das estrelas” de Tremembé (137 km a nordeste de São Paulo), denunciaram que chefes do PCC estariam fazendo exigências para incluir cidades de regiões onde estão presos, como Presidente Bernardes, Taubaté, Tremembé, São José dos Campos, Iaras, Campinas e Suzano. De acordo com as misses, caso as candidatas dessas cidades não sejam selecionadas, a Polishop e a rede Bandeirantes de televisão sofreriam retaliações com uma incitação de boicote de público em massa, incitando pessoas a não assistirem ao concurso. Procuradas pela reportagem do Críticas, Band e Polishop desmentem qualquer tentativa de interferência do PCC na seleção das 20 finalistas do Miss São Paulo 2017 e negam que escritórios de advocacia como o do ministro Moraes estejam lhe prestando consultoria. A Organização Miss Brasil Universo, joint venture da Polishop, Band, Ford Models Brasil e WME/IMG sob licença da Miss Universe Organization, ressalta que mantém uma “equipe jurídica própria, desvinculada de quaisquer dos escritórios de advocacia elencados pela reportagem”.
Um dos chefes do PCC que estaria interferindo na seletiva do Miss São Paulo 2017 é Marcos Camacho, o Marcola, preso na penitenciária de Presidente Bernardes. Interlocutores do chefe da facção estaria agindo para atender a interesses de bases da quadrilha de Marcols, localizadas na região metropolitana de São Paulo. Com a determinação da Miss Universe Organization à Organização Miss Brasil Universo de reduzir o número de finalistas do Miss São Paulo de 30 para 20, Marcola teria ordenado a seus comparsas retaliações contra anunciantes do Miss Brasil, incitando boicotes a produtos e serviços e protestos em massa com vandalização de ônibus, trens metropolitanos e composições do metrô, caso alguma candidata da Grande São Paulo ou da região metropolitana de Campinas (99km a oeste da capital paulista) não seja selecionada.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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