FILIPINAS E AUSTRÁLIA COMEÇAM GUERRA DE BASTIDORES PELA DISPUTA DA SEDE DO CONCURSO MISS UNIVERSO 2017


Experiência da sede de 2016 estimulou empresário Chavit Singson a entrar na briga com “cangurus missológicos”

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Getty Images e Facebook/Reprodução


A realização da 65ª edição do concurso de Miss Universo na manhã da segunda-feira, 30 de janeiro, na Mall of Asia Arena, em Pasay (região metropolitana de Manila), fez com que alguns jornalistas presentes à coletiva de apresentação de sua vencedora, a francesa Iris Mittenarere, 21, que já está em Nova York cumprindo reinado, indagassem ao empresário Chavit Singson, 75, se as Filipinas sediariam a 66ª edição do Miss Universo, prevista para dezembro. Na coletiva, Singson ouviu da presidente da Miss Universe Organization, Paula Shugart, a possibilidade de sediar o concurso “no futuro”, porém sem deixar clara a indicação de que Pasay sediará o certame pelo segundo ano seguido e quatro no geral.

Fotos Prodijee, Mapio e Getty Images
As três próximas sedes do Miss Universo, na ordem

A hipótese aberta por Singson, no entanto, apenas estimula cada vez mais a candidatura da Austrália para assegurar, além do Miss Universo 2017, a organização do Miss Universo 2018. O empresário Troy Barbagallo já começou a arregimentar fundos junto a empresários para que as cidades de Melbourne e Brisbane ou Perth sediem a 66ª e 67ª edições do certame, respectivamente. Mas, para não ficar na mão, há a possibilidade implícita de o país sediar a 68ª edição do certame, em 2019. A intenção é comemorar os 40 anos da primeira edição do Miss Universo realizada na Oceania, em 20 de julho de 1979. A escolha de Perth para essa ocasião seria especial, pois marcaria a estreia da Perth Arena, inaugurada em 2012 ao lado do extinto Perth Entertainment Centre, em concursos de beleza. Brisbane teria como opção o Brisbane Entertainment Centre, com capacidade para 14,500 espectadores ante 15.500 da Perth Arena.
No caso de Melbourne sediar o concurso Miss Universo 2017, a opção mais provável o Holden Centre, com capacidade para 7.200 espectadores (menor que a da Mall of Asia Arena, 15.000). A direção do Miss Universo Austrália quer, a todo custo, evitar arenas que, em janeiro de 2018, estejam à disposição do Australian Open. Barbagallo não admite, mas interlocutores querem a todo custo afastar o Miss Universo 2017 da área onde ficam as quadras do Grand Slam de tênis.
***
Do lado filipino, a movimentação de Singson e de suas empresas é de fazer as contas do Miss Universo 2016. Não dá para adiantar, mas a 65ª edição do Miss Universo pode ter dado um retorno maior que o investimento de US$ 11 milhões (R$ 33.5 milhões, em valores atualizados), especialmente às três redes que dividiram os direitos do certame – ABS-CBN, GMA (final televisionada) e TV5 (eventos preliminares). O Miss Universo 2016 que ocorreu há 18 dias contou com o patrocínio de cinco grupos privados – Okada Manila, SM Lifestyle, LCS, Solar e Philippine Airlines – e de uma fundação – Pass it Forward. Nesses grupos é que reside a caixa preta dos lucros que o Miss Universo 2016 trouxe à economia filipina. Em 12 dias, espera-se que o Comitê Organizador Filipino (PHC, na sigla em inglês) apresente algum balanço relativo ao Miss Universo 2016. A menos que as ordens de cima da Miss Universe organization proíbam.
Só a partir da divulgação do balanço do Miss Universo 2016 é que Chavit Singson poderá decidir se lança ou não intenção de fazer as Filipinas disputarem com a Austrália as sedes do Miss Universo de 2017 a 2019. De já, pode se adiantar que uma intensa guerra de bastidores está por ser travada. Em jogo, a realização do Miss Universo em mais da metade do mandato do presidente Rodrigo Duterte, 71, que vai até 30 de junho de 2022. A seguir cenas dos próximos capítulos.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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