Austrália pode assegurar sede do Miss Universo 2017 e 2018


Finais do concurso deverão acontecer num ano em Melbourne e no outro, entre Brisbane ou Perth, sede do certame de 1979

Da redação TV em Análise
Com Herald Sun

E+I GraigRJD/Getty Imagers
Vista diurna da ponte do rio Yarra, que corta Melbourne


Como forma de incrementar a promoção de sua candidatura às Olimpíadas de Verão de 2028, a nova direção do concurso Miss Universo Austrália anunciou no dia 30 de agosto de 2016 a intenção de realizar a 66ª e 67ª edições do concurso de Miss Universo, na cidade de Melbourne, na província de Victoria (extremo sudeste do país). O anúncio foi feito pelo empresário Troy Barbagallo, que assumiu a coordenação australiana após assinar contrato com a WME/IMG.
“Eu apresentei uma proposta em benefício da Austrália para sediar a final internacional em dois anos seguidos – 2017 e 2018 e eles (IMG) tem um grande interesse por nós”, disse Troy. De acordo com o executivo, a Austrália, que contabiliza dois títulos e um histórico de 18 classificações em 53 participações (aproveitamento de 33,96% até 2016), “está no alvo deles (Miss Universe Organization/IMG Universe)”. O coordenador do Miss Universo Austrália espera que o governo de Victoria e a prefeitura de Melbourne prestem algum tipo de apoio. Barbaghello disse que a exposição global do Miss Universo (para cerca de meio bilhão de telespectadores em 187 países e territórios) deve oferecer um grande retorno turístico em termos de investimentos. Os valores a serem gastos nos dois anos de Miss Universo na Austrália não foram divulgados.
Melbourne já sedia há algum tempo eventos esportivos importantes como o Australian Open de tênis (janeiro) e o Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1 (geralmente em março). Em 1956, a cidade sediou as primeiras Olimpíadas de Verão do Hemisfério Sul. Na história do Miss Universo, a Austrália, que tem o 11º melhor aproveitamento de semifinalistas do Miss Universo de acordo com levantamento do TV em Análise Críticas divulgado no domingo (5), já recebeu o certame uma única vez, em 20 de julho de 1979, na cidade de Perth, no Estado da Austrália Ocidental.
Caso a sede de Melbourne seja confirmada para os dois próximos anos, a Oceania terá assegurado quatro edições do Miss universo – além de Perth, outra cidade da Oceania que recebeu o Miss Universo foi Honolulu, capital do Estado americano do Havaí, em 12 de maio de 1998. Na Oceania, o Brasil tem 100% de aproveitamento no que diz respeito a classificação de semifinalistas e finalistas.

Alternância e consolo

De acordo com Barbagallo, os governos dos Estados de Queensland e Austrália Ocidental (este que sediou o Miss Universo 1979) demonstraram “interesse”, não descartando a possível participação do setor privado do Victoria e Melbourne. Duas cidades diferentes da Austrália poderão assumir a sede do Miss Universo – Melbourne num ano e uma outra ainda não revelada no ano seguinte. No caso do segundo ano de Miss Universo na Austrália, a alternativa pode recair entre Perth e Brisbane.
A decisão dos australianos de pegar a sede bienal do Miss Universo vem em resposta ao fraco desempenho da candidata do país no Miss Universo 2016, Caris Tiivel, 23. Há dias semanas, em Pasay (região metropolitana de Manila), Caris não se classificou entre as 13 semifinalistas. A realização das duas próximas edições do Miss Universo na Austrália, além de atrair a atenção da mídia internacional, deverá servir para tentar fortalecer a imagem do Miss Universo no país. Barbagallo toma como exemplo o caso do Brasil, que amargou três não classificações consecutivas entre 2008 e 2010 e conseguiu a sede do Miss Universo 2011. Após o Miss universo ter sido realizado em 12 de setembro de 2011, em São Paulo, o país sul-americano não desgrudou mais do quadro de semifinalistas do certame. A classificação mais recebte veio com Raíssa Santana, que encerrou um tabu incômodo para o país – não classificar nenhuma candidata entre as semifinalistas em edições do Miss Universo realizadas na Ásia entre 1974 e 2008.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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3 respostas para Austrália pode assegurar sede do Miss Universo 2017 e 2018

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