Assunto da semana: Uma musa pop formada no Vietnã


Show de Gaga no Super Bowl LI nasceu no Miss Universo 2008

Timothy A. Clark/AFP/Getty Images/05.02.2017


Muito do que Stefani Joanne Angelina Germanotta fez no intervalo do Super Bowl 51 jogado no domingo (5), no NRG Stadium de Houston (Texas), foi meditado, composto e pensado ao longo de oito anos e meio decorridos da apresentação que fizera num teatro construído no balneário vietnamita de Nha Trang, na apresentação que a colocaria para o mundo na 57ª edição do concurso de Miss Universo. Não adianta o presidente Donald Trump reivindicar autoria: a casa de Gaga, ou melhor, Lady Gaga, começava a tomar forma.
De nada adiantarão o ator Mark Wahlberg, o senador gaúcho Lasier Martins e o jogador Tom Brady tentarem usar os métodos de Gisele Bündchen para tentar usar sua esquadra de assessores para desqualificar esta crítica. Mas, convenhamos: e se o Super Bowl fosse evento exclusivo de TV aberta da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e não do Esporte Interativo? Daria traço da mesma maneira? Daria sim, dentro do aparelhamento ideológico proposto por Laerte Rímoli, jornalista aliado de Eduardo Cunha designado para a função.

Gaye Gerard/Getty Images)/14.07.2008

Vocês me enchem o saco, me torram a paciência e tornam a me perguntar: o que tem a ver o Bad Romance, o Born Rhis Way, o Just Dance que Gaga cantara no Miss Universo 2008 com o enxotamento e a contaminação da TV Brasil por ideólogos de direita? Tudo. No God Bless America que abriu os 13 minutos de micro evento residia uma parola de Germanotta a seu cevador, Trump, mais interessado em erguer muro onde não é necessário. Basta ir ao cânion do Rio Grande, que separa Estados Unidos do México. Perigo de morte.
Na apoteose de Million Reasons e Bad Romance, Gaga fez da direção de Hamish Hamilton e da produção executiva de Ricky Kirshner coisas menores para se pensar para o ciclo do 69º Primetime Emmy e premiações a ele associadas posteriormente. A Haus of Gaga modelou, pensou e concebeu junto com a divisão de esportes da FOX, rede geradora do rodízio contratual com a NFL cada minúcia, cada detalhe de um espetáculo que, no olho do comissário Roger Goodell, recebeu o aviso: “Sem Gaga não tem show”. Até sábado.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no sábado (11/2)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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