Classificação de Raíssa Santana faz Brasil igualar em Manila aproveitamento do Miss Universo nas décadas de 1950 e 1970


Desde que sediou o concurso em 2011, país acumula seis classificações consecutivas

Da redação TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação/29.01.2017


A classificação da baiana Raíssa Santana, 21, entre as 13 semifinalistas do concurso Miss Universo 2016, realizado na manhã da segunda-feira (30), na Mall of Asia Arena, em Pasay (região metropolitana de Manila), já era previsível até mesmo por ex-misses Universo e ex-competidoras nacionais como Natalie Glebova, Nia Sanchez e Olivia Jordan. Isso era fato. A concretização desse dado nas mãos dos jurados preliminares fez o Brasil igualar o desempenho que teve na década de 1950, com seis classificações consecutivas entre 1954 e 1959, incluindo três segundos lugares (1954, 1957, 1958), um quinto lugar (1959), duas classificadas entre as 15 semifinalistas (1955 e 1956) e 100% de aproveitamento.
Considerando-se uma década cheia, no entanto, o desempenho brasileiro no Miss Universo anotado após a classificação de Raíssa já supera os verificados entre 1962 e 1965 e 1970 e 1973. Nesses períodos, o país teve quatro classificações consecutivas. Considerando-se toda a década de 1960, o país tece oito classificações não consecutivas. De forma consecutiva, esse feito poderá ser igualado pelo país no Miss Universo em 2018. Antes, terá de classificar a sucessora de Raíssa Santana entre as semifinalistas (de número ainda a ser definido) no Miss Universo 2017, com realização inicia]mente prevista para janeiro de 2018. A classificação de Raíssa Santana também fez o país igualar a marca de seis classificações não consecutivas obtidas na década de 1970, com 60% de aproveitamento.
Desde 2010, o país acumula no Miss Universo um aproveitamento de 85,71% na classificação de suas candidatas. Considerando-se a década cheia, no entanto, a cifra cai para 60%, mas ainda faltam ser realizados os concursos de 2017, 2018 e 2019. Tal feito só se tornou possível após a realização da 60ª edição do Miss Universo, em 12 de setembro de 2011, em São Paulo. Desde que a gaúcha Priscila Machado se classificou entre as 15 semifinalistas e terminou em terceiro lugar no Miss Universo 2011, nenhuma brasileira ficou fora do quadro de semifinalistas ou finalistas do concurso. Contribuíram para esse quadro positivo do país até agora no Miss Universo a mudança nas coordenações nacional e de alguns Estados e a reforma de velhos conceitos existentes no Miss Brasil, que o fizeram se enquadrar no mesmo patamar do Miss USA, que aboliu os trajes típicos estaduais em 1994. Tal mudança veio tardia para o Miss Brasil, mas soou benéfica. As críticas de alguns missólogos de que “não queremos ver desfile de moda, queremos ver concurso de miss” não fazem mais sentido. A WME/IMG, dona do Miss Universo desde 14 de setembro de 2015, quer coordenações nacionais sintonizadas com a filosofia de trabalho já empregada na Semana de Moda de Nova York e no gerenciamento das carreiras de algumas angels da Victoria’s Secret. As estatísticas detalhadas estão no gráfico abaixo

UM NOVO CICLO DE OURO
Após feito de Raíssa Santana nas Filipinas, Brasil caminha para superar, já no Miss Universo 2017, as marcas das décadas de 1950 e 1970
Década Semifinalistas Aproveitamento (%)
1950 6 100
1960 8 80
1970 6 60
1980 4 40
1990(*) 2 22,22
2000 3 30
2010(**) 6 60
Total 35 56,45

(*)O país não competiu no Miss Universo 1990, realizado em Los Angeles
(**)Até 2016

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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