Assunto da semana: Programa para francês ver


Uma semana de cão como a do concurso Miss Universo 2016

Ted Alibe/Getty Images/29.01.2017
Harvey animando as massas filipinas


2017 começou com uma pendência pesada de 2016, o concurso de Miss Universo. Isso quando faltavam 28 dias para sua realização. Na virada do ano, todas as 86 candidatas nacionais estavam em seus lares com suas famílias celebrando a chegada de um ano que, passada a eleição da francesa Iris Mittenaere, 23, no domingo (29), começa a tomar forma. Com atraso e com uma miss Universo eleita, podemos dizer, enfim, Feliz 2017! Mesmo que para isso tenhamos de “matar” coberturas de premiações técnicas. Ossos do ofício.
Não vou falar de quem venceu o SAG Awards até porque a premiação de atuação bateu frontalmente com o Miss Universo 2016, cujo planejamento já estava decidido desde julho de 2016. Não poderia ir na afronta de tratar do choro da Gabrielle Carteris ante a perda do antecessor Ken Howard em detrimento do mea culpa de Steve Harvey ante o desastre que cometera no Miss Universo 2015, para virar chacota nas retrospectivas da Globo e da Record e acabar predicado de matéria do Fantástico. Não trocarei pauta coisa nenhuma.
Voltando ao concurso de miss, o material especial de Harvey, que sequer entrou nos créditos da equipe de produção, pareceu uma responsorial a Jimmy Fallon nos Golden Globes. Se Fallon, de um lado, abusou da liberdade artística no espaço comprimido de três horas e cinco minutos, Harvey chamou os músicos do Boyz II Men e o rapper Flo-Rida para participarem de uma sessão de piadas antes da carta de apresentação das 86 misses, ao modus operandi de quem tem na carteira parte das angels da Victoria’s Secret.
Lidar com um evento dessa monta como o Miss Universo, em termos jornalísticos, me exigiu uma responsabilidade titânica até mesmo na produção desta crítica. Sei do que falo, porque a maioria da imprensa comercial brasileira ocultou as negociações para Manila sediar o Miss Universo 2016 de seus noticiários. Preferiu a agenda do mal de Michel Temer e prantear os atletas da Chapecoense e nossos colegas que sucumbiram na queda do avião boliviano na Colômbia que tanto Harvey mencionou para pedir desculpas. Sorry, periferia. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no sábado (4/2)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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