Com Raíssa Santana fora da fase final e vitória de francesa, audiência do Miss Universo 2016 na Grande São Paulo se aproxima de níveis registrados em 2013 e 2014


Decisão da Band em cancelar o Pânico por concurso se mostrou acertada

Da redação TV em Análise

Ted Alibe/Getty Images


Menina dos olhos da Rede Bandeirantes no domingo (29), a 65ª edição do concurso de Miss Universo teve a atenção que mereceu depois da decisão de cancelar uma reprise do Pânico da Band que atrapalharia sua audiência, como de fato não atrapalhou: o concurso foi a maior audiência da emissora na Grande São Paulo, principal praça de decisões para o mercado publicitário brasileiro durante todo o dia, mas se enxergarmos para a história, o Miss Universo 2016 teve a quarta pior média domiciliar da série histórica iniciada em 1986, quando registrou 28 pontos à época em que era transmitido pelo SBT. Com o hiato imposto pela Globo na década de 1990, o concurso sofreu muito para retomar o fôlego de público nos anos 2000, como se pode denotar na tabela abaixo:

HISTÓRICO DE AUDIÊNCIA DO CONCURSO MISS UNIVERSO NA GRANDE SÃO PAULO (1986-2016)
Os dados são da Audi-TV e Kantar Ibope Media
Ano Rede Média Telespectadores Domicílios
1986 SBT 28,0 N/D 814.000
1987 SBT N/D N/D N/D
1988 SBT N/D N/D N/D
1998 SBT N/D N/D N/D
2003 Band 8,0 640.000 387.912
2004 Band 5,0 843.260 242.500
2005 Band 5,0 853.000 237.500
2006 Band 4,5 792.000 235.350
2007 Band 6,0 1.069.800 326.400
2008 Band 3,6 792.000 199.800
2009 Band 2,0 440.000 116.600
2010 Band 0,4 65.994 23.320
2011 Band 8,2 1,504.864 477.527
2012 Band 4,0 734.080 240.816
2013 Band 3,0 557.442 185.856
2014 Band 2,7 535.037 181.205
2015 Band 1,8 356.691 120.803
2016 Band 2,6 518.203 183.453

EQUIVALÊNCIAS DE PONTO
21/7/1986: 55.000 telespectadores e 35.000 domicílios
3/6/2003: 80.000 telespectadores e 48.489 domicílios
1º/6/2004: 168.652 telespectadores e 48.500 domicílios
30/5/2005: 170.000 telespectadores e 47.500 domicílios
23/7/2006: 176.000 telespectadores e 52.300 domicílios
28/5/2007: 178.300 telespectadores e 54.400 domicílios
13/7/2008: 220.000 telespectadores e 55.500 domicílios
23/8/2009: 220.000 telespectadores e 58.300 domicílios
23/8/2010: 164.986 telespectadores e 58.300 domicílios
12/9/2011: 183.520 telespectadores e 58.235 domicílios
19/12/2012: 183.520 telespectadores e 60.204 domicílios
9/11/2013: 185.814 telespectadores e 61.952 domicílios
25/1/2015: 198.162 telespectadores e 67.113 domicílios
20/12/2015: 198.162 telespectadores e 67.113 domicílios
29/1/2017: 199.309 telespectadores e 70.559 domicílios

LEGENDA UTILIZADA:
N/D = Não Disponível

Não existem dados sobre as audiências das edições do Miss Universo realizadas em 1987, 1988 e 19998, que foram transmitidas pelo SBT em 26 de maio, 23 de maio e 12 de junho dos anos em questão. Nos anos da Band, o maior público foi verificado quando o concurso ocorreu na capital paulista, em 12 de setembro de 2011. A programação especial do Miss Universo 2011 (cuja vencedora, Leila Lopes, integrou o júri do concurso de ontem, realizado em Pasay, na região metropolitana de Manila) teve mais telespectadores (1,5 milhão contra 1 milhão) que a transmissão do Miss Universo 2007, do qual Natália Guimarães (comentarista pelo canal pago TNT) saiu como segunda colocada. Em ambas as ocasiões, a Band deu amplo espaço em seus telejornais, o que não se verificou agora.
Vencido pela francesa Iris Mittenaere, 24, o Miss Universo 2016 viu seu número de telespectadores nos 39 municípios da Grande São Paulo (518.203) se equiparar aos registrados em 2013 (557.442) e 2014 (535.037), ficando na casa dos 500 mil telespectadores. Na comparação com o Miss Universo 2015, houve um crescimento de 45,58% no número de telespectadores e 51,86% no número de domicílios ligados. Se a brasileira Raíssa Santana tivesse se classificado entre as nove semifinalistas na competição de trajes de gala, tais números disparariam ainda mais, mas não foi o que ocorreu.
Noutra ponta, a decisão da Band de cancelar uma reprise do humorístico Pânico na Band pela exibição em rede nacional do concurso se mostrou a mais correta. Deu aos fãs brasileiros de concursos de beleza uma mostra de que não se deve preterir um evento da importância do Miss Universo em nome de opiadas de baixo nível, como as perpetradas pelos humoristas do Pânico. Apesar de Raíssa ter caído fora após o desfile de trajes de banho, o bom senso dos diretores da Band acabou vencendo.
Caso o Miss Universo 2016 entre na listagem dos 10 programas mais vistos da Band nos 15 mercados do Painel Nacional de Televisão (PNT), os números serão divulgados na terça-feira (31).

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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