Assunto da semana: Quem não tem colírio, não usa…


Comediantes alemães são melhor que McHale no People’s Choice Awards

Kevin Winter/Getty Images/18.01.2017


Limitadas e batidas, as piadas de Joel McHale, 45, na 43ª edição dos People’s Choice Awards realizada na quarta-feira (18), no teatro Microsoft de Los Angeles, representaram a falta de liberdade que o ex-astro de Community e The Soup teve diante das câmeras. Proibido de citar o nome do presidente Donald Trump, 70, para evitar a repetição de problemas passados da geradora do evento, a CBS, com o governo Nixon, McHale se viu obrigado a requentar as retrospectivas e sua parceria com Ken Jeong em Community.

Reprodução/WDR

Por que expresso tamanha preocupação com a mordaça que impuseram a McHale no PCA 2017? Simples: bastou mudar para a alemã DW TV e encontrar uma coisa chamada Nuhr im Ersten, da emissora One do grupo ARD. Lá, um grupo de comediantes é livre para tratar de imigração ilegal, africanos fugitivos nas balsas, etc. Por que, então, a questão política ficou restrita ao discurso de aceitação da colombiana Sofia Vergara, 44, na condição de atriz favorita de série cômica e maior salário entre as atrizes de tevê americanas? Tinham medo do quê/

Fotos Christopher Polk/Getty Images/18.01.2017

Do show em si não guardo nenhum rancor. Dos prêmios a granel para Blake Shelton e as garotas do Fifth Harmony após seus atos musicais ao discurso em cima da hora de Johnny Depp, batendo em cima das 23h da costa leste americana, o PCA 2017 guardou pouco de espetáculo no aproveitamento de parte da equipe do The Voice – o produtor Mark Burnett e o diretor de transmissão Alan Carter. The Voice que, como Sarah Jessica Parker, entrou no recall de programas e pessoas do meio televisivo no ano cheio de 2016. Sem Olimpíada.
No frigir dos ovos, do eggs and bacon, as piadas do coletivo de comediantes alemães no lead-out do PCA 2017 salvaram a minha noite de uma decepção maior. Fizeram com que a pauta do Oscar da escolha popular americana em quatro segmentos – além de televisão e música, filmes e estrelas de redes sociais – se tornasse coisa menor num mundo conturbado como esse, cuja pauta foi cerceada pelos produtores em nome da verba federal de propaganda institucional. Para a CBS do PCA, é questão de sobrevivência, Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (29/1)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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