Band desiste de cortar abertura do Miss Universo 2016, mas mantém jornalismo fora da cobertura do evento e impede acompanhamento de torcida brasileira em Manila


Por Pânico na Band, 14 Estados da Rede Fuso, entre eles a Bahia de Raíssa Santana, ficarão sem transmissão ao vivo

Da redação TV em Análise

Umuarama Ilustrado/17.01.2017
Bottoms do artista plástico Jho Oliveira estão entre as pautas proibidas da Band para o concurso


Decisões importantes da Rede Bandeirantes, detentora dos direitos em TV aberta da 65ª edição do Miss Universo, devem afetar em cheio a cobertura do certame por parte da emissora. Na primeira delas, uma circular interna enviada aos correspondentes Felipe Kieling (Londres), Sônia Blota (Paris) e Sérgio Gabriel (Nova York) determinou que estes fiquem em suas respectivas cidades no final de semana da realização do concurso, previsto para daqui a cinco dias, na Mall of Asia Arena, em Pasay (região metropolitana de Manila). Na prática, a medida significa a retirada do Departamento de Joralismo da Band de qualquer participação na cobertura do Miss Universo 2016. Renata Fan, do Esporte, foi designada para a apresentação de estúdio.
A ordem dada a Kieling, Blota e Gabriel, na prática, impede a Band de designar seus jornalistas para acompanharem a torcida da candidata brasileira ao título, a baiana Raíssa Santana, 21, que começou a embarcar nesta terça-feira (24), para enfrentar 50 horas de viagem até Manila, dependendo das conexões que os grupo9s de torcedores tiverem pego. A proibição de participação do jornalismo da Band na cobertura do Miss Universo 2016 atende a determinações da patrocinadora master do Projeto Miss, a empresa de televendas Polishop, que mantém contrato de gestão do Miss Brasil com a Band até 2020, em associação com a Ford Models e a WME/IMG, dona do Miss Universo.
Além dos correspondentes, a Band também proibiu a TV Tarobá (afiliada na região de Umuarama) e a Band Bahia de realizarem matérias sobre Raíssa. Na filial de Salvador, o plano de enviar uma equipe de reportagem para mostrar a torcida por Raíssa em sua cidade natal, Itaberaba (286 km a oeste da capital baiana), foi abortado por ordem do diretor nacional de jornalismo, Fernando Mitre, que teria sido procurado por diretores da Polishop. Entrevistas com moradores da cidade baiana foram vetadas. No Paraná, a Band mandou barrar matérias com familiares de Raíssa e com o artista plástico Jho Oliveira, responsável pela confecção de bottoms de apoio a Raíssa que já estão sendo enviados a Manila pelos coordenadores do Miss Paraná, de onde Raíssa foi eleita Miss Brasil 2016.
Outra medida adotada pela Band para o Miss Universo 2016 veio como consequência de uma reportagem do TV em Análise Críticas, publicada no sábado (21), que mostrava que a emissora mandara cortar 15 minutos da transmissão do concurso, para favorecer o humorístico Pânico na Band e facilitar sua exibição parcial na Rede Fuso de 14 Estados – Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. Isso não vai mais acontecer. Pelo planejamento da Band para essa região, que compreende Estados do Norte, Nordeste (que não atendem ao horário de verão) e Centro-Oeste (que atendem ao horário de verão), o Miss Universo 2016 irá ao ar gravado, a partir das 22h locais, exceto nas afiliadas que estiverem sintonizadas com o sinal de São Paulo. No entanto, Amazonas, Rondônia e Roraima, assistirão ao certame ao vivo às 20h locais. O Acre e a parte sudoeste do Amazonas assistirão ao Miss Universo 2016 às 19h, na mesma hora da transmissão americana, a ser feita pela FOX.
No entanto, os telespectadores de todas as zonas horárias do país terão a opção de assistir ao Miss Universo 2016 ao vivo pelo canal pago TNT, obedecendo aos seguintes horários: 22h, para as regiões Sul e Sudeste, mais Goiás e Distrito Federal, 21h, na região Nordeste e nos Estados do Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, 20h no Amazonas, Rondônia e Roraima e 19h no Acre e parte sudoeste do Amazonas.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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2 respostas para Band desiste de cortar abertura do Miss Universo 2016, mas mantém jornalismo fora da cobertura do evento e impede acompanhamento de torcida brasileira em Manila

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