Formato de classificações de semifinalistas e finalistas do 65º Miss Universo vai retroceder a níveis adotados entre 1971 e 1983, mas vai aperfeiçoar padrões usados na década de 1990


Concurso de 2016 vai adotar a fórmula 12-9-6-3 e restabelecerá contagem de pontos, abolida em 2012

Da redação TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação/20.12.2015


Uma das mudanças mais draconianas da formatação de classificação do 65º concurso de Miss Universo não está apenas na redução do quadro de semifinalistas – de 15 para 12, mas no modus operandi com o qual vai se decidir a classificação para as etapas seguintes. Reportagem do site filipino Rappler publicada na quinta-feira (19) mostrou que as 12 semifinalistas classificadas para a fase de traje de banho serão reduzidas a nove, após a mensuração das notas dos jurados combinada com a votação global que estiver sendo conduzida junto aos fãs.
De acordo com a Miss Universe Organization, o público terá direito a escolher uma das 12 semifinalistas. As outras 11 serão escolhidas pelos júris preliminares de trajes de banho, traje de gala e trajes típicos. A parte competitiva da 65ª edição do Miss Universo começa nesta terça-feira (24), com as entrevistas indivuduais com as 86 candidatas nacionais, a portas fechadas, de um hotel da Grande Manila cujo nome não pode ser divulgado.
As nove semifinalistas que ficaram para a fase de trajes de gala serão reduzidas a seis para uma única rodada de perguntas. O sistema de classificação será o mesmo – média apurada dos jurados e da votação global de fãs. No ano passado, o concurso teve duas rodadas de perguntas – uma de temas livres com as cinco finalistas e a pergunta final, direcionada às três finalistas, que dizia “por que você merece ser Miss Universo?”. A pergunta não será usada no Miss Universo 2016.
Por fim, as três finalistas serão classificadas apenas para a apresentação final para os jurados e fãs em trajes de gala. A dinâmica vai ser a mesma do Miss Universo 2015, realizado em Las Vegas: uma atração musical – neste caso o rapper americano Flo-Rida, apresentará uma canção para cada classificada. Finda essa apresentação, são anunciados os resultados finais – terceiro lugar, segundo lugar e Miss Universo 2016.
Além dos critérios de classificação, o Miss Universo 2016 ressuscita o sistema de pontuação eletrônica, usado no concurso de 1978 a 2007 e 2011 e abolido ainda na gestão do agora presidente americano Donald Trump, 70, em nome de práticas escusas de manipulação de resultados. A mais notória delas foi o propinoduto da Olivia Culpo, em 2012. A WME/IMG, proprietária da Miss Universe Organization desde 14 de setembro de 2015., está disposta a acabar com essa prática de banditismo, que tem contaminado também alguns concursos nacionais e regionais, inclusive no Brasil, culminando no descredenciamento de coordenadores e substituição de franqueados locais.

Uma história de números

De sua criação, em 1952, até 1970, o Miss Universo teve 15 semifinalistas. Esse número foi reduzido para 12, em 1971, e para 10, em 1984. Em 2003, o número foi ampliado para 15, subindo para 20, em 2006, retornando para 15, em 2007. Entre 2011 e 2013, o número subiu para 16, graças à implantação da votação popular para definir uma das semifinalistas. O número voltou para 15 em 2014, mas a votação popular para decidir uma das classificadas foi mantida. O número a ser empregado volta aos níveis de 1971-1983.
De 1952 a 1970 (15-5), 1971 a 1983 (12-5) a 1984 a 1989 (10-5), o número de finalistas do Miss Universo se manteve em cinco e caiu para três em 1990, ano em que foi instituído o primeiro sistema de corte (10-6-3). Em 2003, o sistema antes usado (10-5-3) foi trocado para 15-10-5, passando para 20-10-5 em 2006 e voltando ao modelo anterior de 2007 a 2010. De 2011 a 2013, foi usado o sistema 16-10-5. No último Miss Universo da “era Trump”, voltou-se ao nível 15-10-5. Em 2015, usou-se o sistema 15-10-5-3 no primeiro concurso da administração da WME/IMG. O padrão a ser usado agora (12-9-6-3) é um aperfeiçoamento do 10-6-3 usado entre 1990 e 2000.
A 65ª edição do Miss Universo vai ocorrer daqui a sete dias, na Mall of Asia arena, em Pasay (região metropolitana de Manila) e terá transmissão de 36 emissoras para 187 países e territórios. No Brasil, a tarefa será da Rede Bandeirantes e da TNT.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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