Filipinos rebuscam traje de banho para o Miss Universo 2016


Agência de Bündchen que assumiu a MUO preferiu a volta ao passado

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Missosology e Getty Images


Quem, desde 2003, estava acostumado ao desfile de trajes de banho em biquíni nas edições do concurso de Miss Universo, tomou um susto ao ver circulando nas redes sociais e agências de notícias fotos das 86 candidatas nacionais da 65ª edição no traje de maiô durante o desfile realizado na terça-feira, no JPark Island and Waterpark, em Cebu (sul das Filipinas). A decisão de adotar o maiô como traje oficial de banho do Miss Universo 2016 pegou muitos missólogos novatos de surpresa. Uma fonte da MIss Universe Organization informou ao TV em Análise Críticas que a reimplantação do maiô, usado de 1952 a 1997, visa atender “a uma nova estratégia de reaproximação do Miss Universo de seu público mais fiel”. Mas que reaproximação?
Desde que tomou posse da MUO no dia 14 de setembro de 2015, a empresa de talentos WME/IMG, dona da IMG Models, uma das principais agências de modelos do mundo, parecia estar mantendo o Miss Universo no patamar de adequações ao mundo corrido das supermodelos, que quase “matou” o Miss Universo na década de 1990. A aquisição do Miss Universo pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em 1996, parecia dar ares de austeridade ao velho concurso. Mas, o que se viu na volta do certame às tevês brasileiras, em 2003, foi uma bagunça, uma sombra do que o Miss Universo já fora, sinônimo de elegância, beleza e charme, com cenários elaborados.

Noel Celis/AFP/Getty Images

Mark Sullivan/WME-IMG/Getty Images

Mark Sullivan/WME-IMG/Getty Images

Nas imagens apresentadas acima, a mostra do amadorismo de uma empresa que entende de gerenciar carreiras de modelos, mas ainda patina para se firmar como promotora de concursos de beleza. Num tempo em que nomes como Kendall Jenner (não é da IMG), Gisele BündcHen (aposentada, foi da IMG) e Alessandra Ambrosio (é da IMG) se afirmam nas capas de revistas e editoriais de moda, seria errôneo e irresponsável a IMG dar um passo atrás para ceder aos delírios de um governante de ocasião, que prefere o pretérito perfeito à modernidade das passarelas. É por essas e outras razões que não há filipinas no Victoria’s Secret Fashion Show, tampouco no Victoria’s Secrest Swimsuit Special. Quanto muito saindo da olimpíada do Rio com uma medalhinha de prata no peso.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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