EXCLUSIVO: A ficha suja de 15 coordenadores estaduais do Miss Brasil válido pelo Miss Universo em 13 Estados e no DF


Até ex-coordenadores estão inclusos

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Montagem sobre foto Beleza Sergipana


Depois de semanas de investigação, o TV em Análise Críticas apresenta o resultado de uma ampla investigação nacional que apontou práticas de corrupção e outras irregularidades cometidas por 15 coordenadores e ex-coordenadores do Miss Brasil válido pelo Miss Universo. O levantamento teve o apoio do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e do Movimento pela Moralização dos Concursos Estaduais e do Miss Brasil. Foram apontadas práticas de corrupção ativa ou passiva em cinco coordenações estaduais – Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal.
Oito unidades da Federação tem coordenadores ou ex-coordenadores sob suspeita de fraude: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Em um Estado, o Piauí, o coordenador local responde por injúria racial. Em Alagoas, o coordenador local é acusado de assédio moral contra candidatas de seu concurso. No Pará e Mato Grosso do Sul foram verificados crimes contra a economia popular, seja pela não realização do concurso local ou pela não transmissão televisiva – o que acontece no Pará desde 2014.
Os coordenadores listados abaixo negam todas as acusações. A área jurídica da Organização Miss Brasil Universo diz estar investigando todas as acusações e informou que parte dos coordenadores citados pela reportagem do Críticas já foi descredenciada. Abaixo, a relação detalhada dos ficha suja do Miss Brasil

 
Coordenador Estado Acusações
Evandro Hazzy Rio Grande do Sul Corrupção ativa, extorsão, advocacia administrativa, fraude
Giovanna Nogueira São Paulo Corrupção ativa, fraude, estelionato
Suzana Cardoso Rio de Janeiro Corrupção ativa, fraude, estelionato, corrupção de menores
Clóves Nunes Distrito Federal Corrupção passiva, fraude
Miguel Braga Pernambuco Fraude
Meire Manaus Acre Falsidade ideológica
Wall Barrionuevo Paraná Corrupção ativa, fraude, estelionato, prevaricação
Eliane Barrionuevo Paraná Corrupção passiva, fraude, estelionato, prevaricação
Deivide Barbosa Sergipe Facilitação à prostituição, corrupção de menores, fraude
Herculano Silva Pará Crime contra a economia popular, propaganda enganosa, falsidade ideológica
Nelito Marques Piauí Injúria racial
Melissa Tamaviro Mato Grosso do Sul Crime contra a economia popular, propaganda enganosa, falsidade ideológica, fraude, estelionato
Lucius Gonçalves Amazonas Propaganda enganosa
Márcio Mattos Alagoas Assédio moral
Fátima Abranches Goiás Corrupção passiva(*)

(*)Referente ao caso de Daniel Ackermann, falso vice-cônsul do Suriname preso por corrupção de menores em outubro de 2009

A divulgação da blacklist do Críticas para as coordenações estaduais do Miss Brasil ocorre a 25 dias da baiana Raíssa Santana, 21, competir na 65ª edição do concurso de Miss Universo, em Pasay (região metropolitana de Manila). Na Bahia, Estado natal de Raíssa, não constam acusações contra a coordenadora local, Gabriella Rocha, candidata do Estado ao Miss Brasil 2011. Também estão com ficha limpa as coordenações de Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Tocantins, Amapá, Roraima, Rondônia e Mato Grosso.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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8 respostas para EXCLUSIVO: A ficha suja de 15 coordenadores estaduais do Miss Brasil válido pelo Miss Universo em 13 Estados e no DF

  1. Gabi disse:

    O MS não tem mais a Melissa na coordenação , favor excluir.
    A última miss enviada por ela foi a Érica , vcs estão 2 anos atrasados

    • João Lima disse:

      A matéria fala de coordenadores e ex-coordenadores e Melissa foi incluída no bolo por ser ex-coordenadora. Não excluiremos coisa alguma.

      A redação do Críticas

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