Assunto da semana: O pretérito perfeito


Para resumir a coalhada de críticas de 2016 em poucas linhas

Fotomontagem/TV em Análise Críticas


O ano que acabou ontem foi marcado de início pela saída de cena do American Idol e seu desfecho embargado de Ryan Seacrest antes de servir à NBC na Olimpíada do Rio. Teve o festão do Super Bowl 50 com Coldplay e convidados na Arena de Santa Clara – Isso para não usar o maldito naming right permitido pela NFL às detentoras dos direitos. A Globo é alérgica a isso porque tem o basquete da NBA que já foi da Band um dia. Seria mais conveniente chamar aquilo de arena das calças jeans? A meu ver não. Seria uma agressão à gramática.
Da ruindade de Angel from Hell à enganação do falso ao vivo do MTV Movie Awards de vencedores vazados, a primeira folha de meu caderno apenas reservava uma parte do que ainda viria a ser pautado mais à frente. Com os segredos policiais de Shades of Blue e o péssimo humor de Rush Hour pelo caminho, foi se virando a página de maio dos upfronts das redes abertas para a colheita de submissões do 68º Primetime Emmy, que foi bastante farta em termos de nomes de atuação e de programação. Aos indicados, por favor.
A Olimpíada do Rio ia avançando, mas tive de reservar uma data no caderno. Não a da cerimônia de encerramento, mas a de um texto para ser publicado no domingo da extinção do fogo olímpico e da passagem (sob vaia a Eduardo Paes, citado por delatores da Lava Jato) da bandeira olímpica para a governadora de Tóquio, sede dos próximos jogos. A época das premiações do Primetime Emmy chegou, e com ela, a confirmação da supremacia técnica de Game of Thrones. Arriscar coisa para a cerimônia principal seria mero chute. Dito e feito.
Livres de escutarmos Roberto Carlos até na Paraolimpíada cantando a insuportável Jesus Cristo, fomos para a 50ª fall-season da televisão norte-americana, a 40ª do modelo de redes nacionais abertas. Farta em adaptações cinematográficas e de séries estrangeiras, a safra dos nossos canais pagos não contemplou a originalidade de enredos como o de This is Us, ainda no aguardo de compradores para a NATPE de Miami. Com o pacote de indicações de associações e sindicatos, fechou-se o pacote. Já chegamos a 2017. Boa semana a todos.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (1º/1)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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