Preços dos ingressos para o Miss Universo 2016 poderão variar de R$ 541 a R$ 3,3 mil


Estimativa é da secretária de Turismo das Filipinas, que alertou para cambismo

Da redação TV em Análise
Com informações do Philippine Star

Efigenio Toledo/Philstar.com/12.12.2016


A 44 dias da realização do concurso Miss Universo 2016, começam a surgir as primeiras informações sobre os preços dos ingressos a serem cobrados para a final televisionada, a ser realizada na Mall of Asia Arena, em Pasay (região metropolitana de Manila). De acordo com a chefe do Departamento de Turismo (DOT, na sigla em inglês), Wanda Teo, 63, os ingressos mais acessíveis ao público custarão US$ 160 (R$ 541,71 ou 8 mil pesos filipinos). Já os ingressos para a ala VIP custarão US$ 1 mil (R$ 3.385,69 ou 50 mil pesos filipinos). Os dados para a conversão em reais tem como referência o câmbio do dólar americano até o início da tarde desta sexta-feira (16/12), adotado pelo Banco Central do Brasil, e podem sofrer alterações a partir da venda dos ingressos, na terça-feira (20), através do site smtickets.com.
Ainda de acordo com o DOT, a suposta venda online de ingressos para o Miss Universo 2016 ao preço de 12 mil pesos filipinos (US$ 2,4 mil ou R$ 8.125,67) não é legítima. Wanda Teo disse que os ingressos para a aárea VIP do concurso são limitados, mas ainda existem algumas entradas disponíveis entre o público geral e a área VIP.
Cerca de 200 ingressos ainda estavam disponíveis para a área VIP do certame. O Comitê Organizador Filipino (PHC, na sigla em inglês) não confirma essas informações. Não serão aceitas reservas de ingressos.

Missólogos, preparem o bolso

Além do custo do ingresso, outra despesa que o torcedor deve levar em conta é o preço da passagem aérea. Para os torcedores da candidata brasileira Raíssa Santana, por exemplo, uma péssima notícia: não há voos diretos ligando o Brasil às Filipinas. O torcedor da baiana terá de fazer conexões em Istambul (pela Turkish Airlines, R$ 5.756), Abu Dhabi (Etihad, R$ 8.286 e R$ 8.291, em code share com a Philippine Airlines, empresa aérea oficial do concurso), Doha (Qatar Airways, R$ 11.440), Dubai (Emirates, R$ 11.871), Amsterdã (KLM, R$ 9.361, com escala em Taipé) e Lomé (Ethiopian Airlines, R$ 9.091, com escalas em Adis Abeba e Bangcoc). Dependendo da companhia escolhida, a viagem pode durar de 27h50 (se feita pela Turkish) a 41h50mim (se feita pela Etihad/Philippine Airlines).
A Etihad também oferece voos para Manila, em code share com a Philippine Airlines, com conexões em Bangcoc (R$ 10.752) e Hong Kong (R$ 10.802). Já a Air France oferece conexão em Paris em code share com a China Southern, com escala em Cantão (R$ 12.998).
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, em sua página consular (onde há informações adicionais), não é exigido visto de turista até 59 dias. Por ora, não há exigência de nenhum tipo de vacinação para entrar no país que vai sediar o Miss Universo pela terceira vez em 65 anos. Viajantes vindos de áreas endêmicas devem ter certificado internacional de vacinação contra diversas doenças como tétano e febre amarela.
Os preços de passagens aéreas apresentados nesta reportagem não incluem taxas de bagagem e embarque adotadas pelos aeroportos respectivos.
O hotel onde as candidatas irão se hospedar, o Okada Manuia, na cidade de Paraãnque (região metropolitana de Manila), só vai abrir as portas na quarta-feira (21). Até lá, os torcedores de Raíssa terão de se contentar com outras opções de hospedagem, que variam de R$ 106 (Nicholis Airport Hotel) a R$ 1.410 (Sollaire Resort and casino). Na capital filipina, os preços cariam de R# 115 (Casa Bocolbo Hotel) a R$ 675 (The Peninsula Manila). No final das contas, torcer por Raíssa Santana nas Filipinas vai acabar custando entre R$ 11.618 e 27.406, fora as despesas extras. Com essas contas na mão, o torcedor da nossa candidata terá de desembolsar, no mínimo, R$ 45 mil, contadas as faixas de apoio e bandeiras a se desfraldarem na Mall of Asia Arena. Mas a paixão pelo Brasil não se paga

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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