Prisão da Miss Porto Feliz 2014 não foi falta de aviso


A Band transformou o Projeto Miss em escola para formação de criminosas

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Band e Polícia Civil-SP/Divulgação
Uma aspirante a corista do pato da Fiesp e o produto do crime


A prisão, na quinta-feira (8), da candidata de Porto Feliz ao título de Miss São Paulo 2014, Gizelli Cristina Aparecida Mesquita, 21, por envolvimento com o tráfico de drogas, apenas reforça uma velha denúncia do TV em Análise Críticas: a de que o concurso de Miss Brasil válido pelo Miss Universo, sob promoção da Rede Bandeirantes desde 2003, abre portas não para a fama, mas para o crime. Em 12 de janeiro de 2013, este Críticas já alertara para o perigo que este concurso poderia representar, já a partir da inscrição das candidatas municipais. O estopim foi aceso. Ao invés de se preocupar com a ficha corrida das concorrentes aos concursos municipais, a Band tratou de perseguir jornalistas independentes como este, que desnudaram o intento criminoso da organizadora do Miss Brasil: dar guarida a mulheres com condenações na Justiça, inclusive por homicídio, para que estas tivessem uma “segunda chance” de “reintegração à sociedade”. Conversa mole para os bois das 16 fazendas da família do Johnny Saad adormecerem com música tântrica depressiva ecochata do Moby.
Dar proteção e blindagem a acusadas de crimes como Gizelli Mesquuita apenas reforça o papel da Band enquanto braço desarmado da UDR, União Democrática Ruralista, milícia enrustida de entidade fundada pelo senador Ronaldo Caiado, acusado de exploração de mão de obra escrava em suas propriedades no Estado de Goiás. Caiado, a Band e a mídia corporativa que blinda o Miss Brasil se dão muito bem. Tanto é que a Miss Brasil que saiu há pouco, Marthina Brandt, foi vista em passeata do pato da Fiesp e de seus comparsas midiáticos pelo impeachment da então presidenta Dilma Rousseff.
A prisão da Miss Porto Feliz 2014 deve servir de alerta para as coordenações municipais atreladas às coordenações estaduais do Miss Brasil, vinculadas ao Miss Universo. Só a atual controladora do certame nacional, a Polishop, não se deu conta do dano que esse episódio poderá causar à participação da candidata brasileira ao Miss Universo 2016, Raíssa Santana, daqui a 50 dias nas Filipinas. Esse episódio é o primeiro de prisão envolvendo ex-competidoras municipais ou estaduais do Miss Brasil válido pelo Miss Universo. Ainda no ramo policial, uma denúncia de racismo no Miss Piauí 2016, feita pelo programa Conexão Repórter do SBT, também assusta a Organização Miss Brasil Universo. O caso já está no Ministério Público Estadual e o coordenador pode ser descredenciado.
Como se tem notado, o que a Band pretendeu nestes 14 anos à frente do Miss Brasil não é formar uma nova Martha Rocha ou uma nova Ieda Vargas. Mas, depois de 2012, uma sucessão de aspirantes a Elize Matsunaga, Adriana Ancelmo, Suzane von Richtofen, Ana Carolina Jatobá, apenas para citar alguma figuras fáceis e starlets da unidade feminina do Presídio de Tremembé, para o qual Gizelli deverá ir, se for este o caso. Grazielli Massafera não é nada diante desta pocilga de gente, a começar de Nayla Micherif et al.

P.S.: Pedimos a nossos internautas que procurem em seus acervos alguma foto da visita da Miss Universo 2006, Zuleryka Rivera, com o chefe da quadrilha que destruiu o Rio de Janeiro, o então governador Sérgio Cabral, às vésperas do Miss Brasil 2007, realizado no dia 14 de abril de 2007. Agradecemos pela colaboração. (A redação do Críticas).

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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