Assunto da semana: Insultos em praça pública


American Music Awards 2016 foi showmício de ataques a Trump

Kevin Winter/Getty Images/20.11.2016
Seus pulhas e mal-educados!

Passou do ponto o festival de baixarias engendradas por meia dúzia de artistas fracassados com o resultado eleitoral da terça-feira (8), a começar das grosserias pronunciadas pelo vocalista da banda Green Day, Billie Joe Armstrong, 44, ao entoar uma frase fora do tom – “No Trump, No KKK, No Fascist USA” (Fora Trump, Fora KKK, Fora EUA fascistas). Foi a maior prova da contaminação ideológica a que se submeteu a 44ª edição do American Music Awards, realizada no domingo (20), no Teatro Microsoft, em Los Angeles. Chamar a Justiça Eleitoral.
A incapacidade da classe artística americana em aceitar o resultado duro que veio das urnas dos animais noturnos de 8 de novembro (incluindo este) se traduziu em piadas imbecis entoadas pela calha de celebridades convidada a apresentar alguma categoria ou ato musical. No entanto, a grande cota de asneiras contra o presidente eleito Donald Trump, 70, partiu exatamente de quem comandava a cerimônia, um comediante chamado Jay Pharoah e uma supermodelo chamada Gigi Hadid. Ambos americanos desrespeitando a vontade do eleitor.

Fotos Getty Images, The White House e associated Press

Não tenho procuração para defender Trump, muito menos o apoio no seu ideário partidário. Mas, para uma pessoa que posta informações sobre o concurso de Miss Universo desde 2006, a patuscada dos elementos que foram ao AMA soou como uma agressão à figura de um presidente americano que ainda nem tomou posse – assume no dia 20 de janeiro – e, principalmente à sua honra e dignidade. Foi errada a deturpação que Armstrong fez da letra de Bang Bang, que em nenhum momento fala de Trump ou de sua Louisa Adams, Melania.

Fora o entrevero político, o AMA 2016 ficou na receita do mais do mesmo: Selena Gomez sem maquiagem aceitando pirâmide, Justin Bieber antes de socar fã demonstrando em Bolonha da máfia italiana o verbete do Clube da Esquina mineiro de que “todo artista tem de ir até onde o povo está”, mesmo que com segundas intenções e Ariana Grande fechando a marcha de 13 americanos que justificaram que o American Music Awards deve permanecer americano. A despeito dos sopros de globalização, a começar de Sting. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (27/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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