Executivo da MUO que confirmou sede do Miss Universo 2016 nas Filipinas já agiu com pé frio em outras negociações


Shawn McClain ajudou a “derrubar” as sedes de Santa Cruz de la Sierra em 2010, Santo Domingo em 2012 e Fortaleza em 2014 e viu a chance de Bogotá em 2015 ir abaixo por verborragia de ex-gestor enquanto iniciava campanha para a Casa Branca

Da redação TV em Análise

Reprodução/Facebook/Shawn C. McClain/18.07.2016
O negociador internacional da MUO no Palácio do Governo filipino, em Manila, com Pia Wurtzbach, teuto-filipina que fará sua sucessora em casa

Um dos responsáveis diretos pelo sucesso das negociações para que as Filipinas sediassem o concurso Miss Universo 2016, o vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Miss Universe Organiozation, Shawn McClain, já teve comportamento de derrota em outras três tentativas recentes de sediar o Miss Universo fora dos Estados Unidos. Na primeira delas, em março de 2010, Shawn foi incapaz de enfrentar a investida bolivariana do presidente boliviano Evo Morales, 57, que tentou impor um foro de questões legais que não fosse o de Nova York, sede da entidade que promove o Miss Universo. A trapaça de McClain resultou numa guerra pública de acusações entre a então ministra da Cultura, Zuma Yogar, e a empresária Gloria Limpias, promotora do concurso de Miss Bolívia, que assistir ali sua maior frustração profissional.
Em agosto de 2012, McClain teve outro revés duríssimo ao receber um “não” do presidente recém-empossado da República Dominicana, Danilo Medina, 65, que alegara a implantação de um programa de austeridade imposto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que impedia o país de arcar com as despesas da 61ª edição do Miss Universo, que acabou transferida paea Las Vegas. Em setembro de 2013, McClain protagonizou em um restaurante de Fortaleza uma das cenas mais vergonhosas de seu tempo como diretor da área internacional da MUO: posou ao lado da presidenta Paula Shugart e de autoridades locais como se Fortaleza já fosse escolhida como sede. Denúncias de suoerfaturamento na construção do Centro de Evento do Ceará chegaram aos ouvidos do então proprietário da MUO, Donald Trump, 70, que teria se irritado com a ida dos diretores da entidade ao Brasil, para anunciar uma sede sem o seu consentimento. Em maio de 2014, Fortaleza desistiu da candidatura. No final de setembro, a região de Doral (Grande Miami) foi escolhida para sediar o Miss Universo 2014, realizado em 25 de janeiro de 2015, na Arena da Universidade Internacional da Flórida (FIU, na sigla em inglês). Foi ali o canto de cisne da era Trump.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade de Nova York (NYU), Shawn C. McClain ainda participaria da negociação para Bogotá sediar o Miss Universo 2015 no dia 17 de janeiro de 2016. Mas as tratativas foram “meladas” pela intempestividade de Trump no início da pré-campanha à Casa Branca, que ofenderam a comunidade hispânica nos Estados Unidos. A pressão de coordenadores nacionais da América Latina fez Trump vender o Miss Universo e seus ativos no dia 14 de setembro de 2015 à WME/IMG, do empresário judeu Ari Emanuel, 55, irmão de um ex-chefe de gabinete do presidente Barack Obama e coletor de doações de artistas às campanhas do Partido Democrata, inclusive para a candidata derrotada Hillary Clinton, 69.
No lado filantrópico, Shawn McClain apoia a fundação Same Sky, que mantém operações nos Estados Unidos, Ruanda e Zâmbia. A entidade assiste a mulheres sobreviventes do genocídio de Ruanda. Paralelamente às atividades da MUO, Shawn usa o tempo livre para servir de chef de cozinha.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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