Assunto da semana: Campeões de audiência, empate técnico


O que se deve tirar do grupo de TV do 43º People’s Choice Awards

Fotos ABC, CBS, AMC e Starz/Divulgação

Com um novo ciclo televisivo morno, a leva de indicados das demais categorias de séries roteirizadas da 43ª edição dos People’s Choice Aweards não revelaria novidade alguma não fosse pelo fato de Grey’s Anatomy na sua 13ª temporada pareara liderança de indicações com três outras séries de diversos gêneros. Diversos porque o escopo possui a favorita de carteira The Big Bang Theory (10ª), The Walkind Dead (primeira parte da 6ª) e Outlander (saída da segunda para pegar mais duas temporadas). Parada dura essa.
Com a quadra de liderança dividida entre The Walking Dead, Big Bang Theory, Grey’s Anatomy e Outlander, a preferência dos internautas que já começaram a correr para o site de votação do PCA parecerá cada dia que anteceder o fim do prazo de votação, em dezembro, refletir o desânimo do público americano com a safra de séries mais velhas que ônibus de bairro. Não vou contar aqui realities de competição e outras programações do escopo de categorias apresentadas. Mas caberá uma reflexão sobre o novo ciclo de setembro.
Nas categorias segmentadas é que se encontram os pontos fortes das cinco séries com mais indicações. Drama para Grey’s do supersalário de Ellen Pompeo, 47. Fantasia e ficção científica para Outlander de Caitriona Balfe, 37, e Sam Heughan, 36. Comédia para The Big Bang Theory de Jim Parsons, Kaley Cuoco e a cabeça brilhante de Chuck Lorre. A qual não interessa a não ser para o possível discurso final de aceitação. E aí para nas crianças de uma coisa da Netflix chamada Stranger Things, que empatou com Empire em três.
Limitada ao voto popular apenas ao triunvirato série-ator-atriz desta ou daquela categoria, a 43ª edição do People’s Choice Awards sai perdendo ao menos na oportunidade de dar à massa americana a chance de dizer qual o seu diretor favorito ou seu roteirista favorito de série de drama, comédia ou fantasia/ficção científica. Essa carroça a saboneteira Procter & Gamble (que já teve em suas mãos o concurso de Miss Universo) não quer vender a seus consumidores. Acham que o público votante é idiota ou imbecil. Boa semana a todos.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (20/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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