Audiência americana do concurso Miss Universo 1994 foi a segunda menor da década de 1990


Mesmo com cantor de animação da Disney, xoncurso foi visto por 11,87 milhões de telespectadores e teve a terceira pior média domiciliar do período

Da redação TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação/20.05.1994
Para a Globo, não interessava botar a Sushmita Sen n’O Globo

Já em queda livre, a audiência do concurso Miss Universo 1994 deu à emissora de então nos Estados Unidos, a CBS, índices preocupantes, mas não a ponto de lhe tirar sua liderança. No dia 19 de maio de 1994, de acordo com dados da Nielsen Media Resarch, o certame exibido das 20 às 22h, pelo horário da costa leste americana, teve 11,87 milhões de telespectadores, média domiciliar de 8,5 e share domiciliar de 16 pontos. Nessa data, o concurso foi visto em oito milhões de domicílios apenas no território americano. Não há dados relativos à audiência do certame em outros países e territórios. Naquele ano, o Miss Universo não foi exibido no Brasil, a pedido da Rede Globo, associações de anunciantes, movimentos feministas e deputados do PT que convenceram o SBT a “trancar” seus direitos de exibição (Na prática, a Globo já tinha, de gaveta, esses direitos, comprados junto à CBS em março de 1990, numa negociação secreta, para que fossem usados “apenas para consumo interno”, ou seja, para avaliação de seus diretores, que decidiam pela liberação ou não do certame para transmissão. Durante toda a década de 1990, a Globo impediu a transmissão do Miss Universo sob o cínico argumento de que feria seu “padrão de qualidade” cada vez mais agonizante. Liberou-o apenas uma vez, em 1998, para o SBT exibi-lo gravado, com dias de atraso).
Realizado pela segunda vez nas Filipinas, o Miss Universo de 1994 ocorreu no Centro Internacional de Convenções de Pasay (região metropolitana de Manila). 77 candidatas disputaram a coroa da porto-riquenha Dayanara Torres, que a passou ao final para a indiana Sushmita Sen. Após seus reinados, ambas seguiram carreiras de atrizes. Com o boicote midiático engendrado e orquestrado pelo dueto Globo-PT, a paulista Valéria Péris, que representava o Brasil na ocasião, perdeu todos os espaços que teria na imprensa nacional durante o certame, bem como em emissoras de rádio e televisão e acabou tendo sua imagem prejudicada. Ela não se classificou entre as 10 semifinalistas.
Em comparação a 1993, só nos Estados Unidos, o Miss Universo perdeu 20,17% de telespectadores, 14,14% na média domiciliar, 11,11% no share domiciliar e 13,12% no número de domicílios ligados. O avanço das novas mídias já havia tragado toda a audiência que o certame tivera em 1990 (21,22 milhões de telespectadores, média de 14,4, share domiciliar de 24 pontos e 13,26 milhões de domicílios sintonizados). Desde então, a perda de público do Miss Universo já estava acumulada em 44,06%.
Apresentado no palco por Bob Goen, 61, e no camarote comentado por Arthel Neville, 54, e pela Miss Universo 1989 Angela Visser, 50, o concurso Miss Universo 1994 teve como única atração musical Peabo Bryson, 65, que cantou com as competidoras A Whole New World, da animação Aladdin. O grosso do entretenimento foi preenchido com um balé folclórico local, que se apresentava em algumas voltas de intervalo. Após o desfile das 10 semifinalistas em traje de banho, foi ao ar um resumo da visita que as 77 misses nacionais fizeram a algumas regiões das Filipinas. Parte delas, como a capital, Manila, Mindanao e Cebu, foi incluída na programação que o Departamento de Turismo das Filipinas (DOT, na sigla em inglês) traçou para o Miss Universo 2016, que acontece daqui a 82 dias, na Mall of Asia Arena, também em Pasay. Incluído no programa do Miss Universo 1994, o parque aquático de Dakak, em Dapitan, na província de Zamboanga del Norte, a 1.011 km ao sul de Manila, não foi incluído pelo DOT para o Miss Universo 2016.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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