Concurso Miss Brasil 2017 deverá ocorrer no dia 30 de setembro, com mudanças nos direitos de transmissão


Novo modelo a ser proposto abrange televisão, Internet e telefonia móvel

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Lucas Ismael/Organização Miss Brasil Universo/Divulgação/01.10.2016
Planejamento de estaduais só ocorrerá depois que Raíssa voltar do Miss Universo 2016

Menos de um mês após a eleição da baiana Raíssa Santana como Miss Brasil 2016, a Organização Miss Brasil Universo, joint venture entre a empresa de varejo Polishop, a agência Ford Models e o grupo americano de entretenimento WME/IMG, já teria decidido a data da 63ª edição do concurso de Miss Brasil, que credencia a representante brasileira na disputa do título de Miss Universo. A princípio, será no dia 30 de setembro, um sábado, para atender demanda da detentora dos direitos de transmissão em todas as mídias – televisão, rádio, mídia impressa, Internet e telefonia.
Oficialmente, a Rede Bandeirantes, parceira da Miss Universe Organization desde 2003, ainda não foi procurada pela Organização Miss Brasil Universo, mas fala-se numa renovação do acordo de patrocínio com uma das três empresas do consórcio do Miss Brasil, a Polishop, até 2020. No mercado, estima-se que o acordo tenha custado R$ 13 milhões por ano, o que equivale a um total de R$ 65 milhões ao final do acordo, em 2020.
No entanto, a WME/IMG, insatisfeita com a fraca repercussão do Miss Brasil na mídia brasileira, sobretudo em jornais e revistas, tentará convencer a Polishop a alterar bases do acordo que já fechou com a Band. Uma delas diz respeito à ampliação dos direitos de transmissão de televisão para todas as formas de mídia – televisão aberta, televisão paga, Internet e telefonia móvel. Representantes da Organização Miss Brasil Universo tem procurado o Grupo Globo desde a primeira semana de outubro para tentar um acordo mais amplo do que o modelo estreito adotado pela Band e por outras redes como o SBT e a Rede TV!. Até agora, o único conglomerado de mídia que fez acordo amplo de divulgação do Miss Brasil, em toda sua história, tinha sido os Diários Associados, que usaram sua máquina entre 1955 e 1980. Foi o primeiro caso de transmídia que a etapa brasileira do Miss Universo teve.
Outro ponto que preocupa a WME/IMG é a fraquíssima cobertura dada pela mídia brasileira ao Miss Universo desde 1990. Por parte da Band, ocorreram duas tentativas pontuais de cobrir o certame in loco – em 2004, em Quito (Equador), e 2007, na Cidade do México. No SBT, o concurso não recebeu cobertura in loco em nenhuma ocasião de 1982 a 1989. Para o Miss Universo 2016, a ser realizado daqui a 87 dias, na Mall of Asia Arena, em Pasay (região metropolitana de Manila), o Departamento de Turismo das Filipinas (DOT, na sigla em inglês) espera o credenciamento de centenas de jornalistas de várias partes do mundo, principalmente de órgãos de imprensa de forças tradicionais, como Venezuela e Colômbia, além de jornalistas europeus e da América do Norte. Para o Brasil, a expectativa é de que um pequeno grupo de jornalistas do Paraná e da Bahia, Estados de competição e de origem de Raíssa Santana, vá para as Filipinas acompanhar o dia a dia da candidata brasileira junto com suas concorrentes diretas. A programação oficial começa no dia 13 de janeiro.

Concursos estaduais e residência permanente do nacional

Outro ponto importante da programação do Miss Brasil 2017 para a Organização Miss Brasil Universo é a planificação dos concursos estaduais. Algumas etapas municipais no Paraná e no Rio Grande do Sul já estão sendo realizadas, mas qualquer decisão acerca do cronograma só deverá ser tomada após o dia 1º de fevereiro, quando Raíssa Santana tiver concluído sua participação no Miss Universo 2016. Até lá, nenhuma das 19 coordenações estaduais franqueadas está autorizada a dar palavra sobre o assunto. De forma direta, a OMBU coordenou no ciclo do Miss Brasil 2016, encerrado em 1º de outubro, os concursos e seletivas de oito Estados – Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Ainda de acordo com o planejamento inicial para o Miss Brasil 2017, fontes do consórcio organizador do concurso informaram ao TV em Análise Críticas que existe um “avançado entendimento” com a Time for Fun Entretenimento (T4F), dona da casa de espetáculos Citibank Hall, situada na zona oeste de São Paulo, para servir de residência permanente do Miss Brasil até 2020, com possível extensão até 2025, nos mesmos termos do contrato com a Band, disputado pela Globo para as demais mídias (O acordo da Band com o consórcio da Polishop cobre apenas a Rede Bandeirantes de Televisão, não o Grupo Bandeirantes de Comunicação como um todo). O modelo já está valendo para o Miss USA, cuja edição de 2016 foi realizada em junho último na T-Mobile Arena de Las Vegas.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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