Assunto da semana: Divina tragicomédia humana


Futurismo colombiano de 2091 é menos do mesmo enquanto série

Fox Nrtworks Group/Divulgação

Não sei qual foi a mente da FOX latino americana que se permitiu a isto, mas a carga de aberrações futuristas carregadas no episódio inicial da série colombiana 2091 (FOX, 2ª, 22h30, 16 anos) beira à mais pura falta de argumentos. Abusam dos efeitos visuais especiais a título de quê? Repicarem o que Hollywood, casa matriz da FOX, tem feito à exaustão em milhares de filmes desde 1956, quando Cecil B. DeMille (1881-1959) “abriu” o Mar Vermelho mesmo sem computadores vale à pena? A julgar pelo passo de trem-bala, não.
Passado um ano da estreia simultânea da baboseira que foi Minority Report, adaptação da FOX americana que pareceu tirada de caderno escolar do jardim de infância, a filial colombiana da rede, a FOX Telecolombia, parece ter chegado a seu ponto de excelência no campo da aprendizagem, com os superiores, da arte dos efeitos visuais. Pena que os Emmys Internacionais, controlados pela milícia da Globo, não permitam este tipo de reconhecimento. Triste. Noutra ponta, dá coisa de encher os olhos com a lição de cima.

Fox Networks Group/Divulgação

Sem essa conversa de pedir música para o Christopher Von Uckermann (até porque seu enredo não se permite a essa palhaçada), 2091 é um Minority Report melhorado, sem os conceitos idiotas da bagaceira que a FOX obrigou o mundo inteiro a assistir e engolir (menos eu, graças a Deus). Seu piloto, O que é o Real, combina a baboseira técnica com a dosagem de ação merecida para colocar o telespectador quase no sono. Ou seja, para quem não tem os canais premium da FOX que passam Empire com a matriz, é um balde de gelo.
Não acho coisa nenhuma que 2091 tem lá essas lapas de Game of Thrones, até porque é melhor esquecer. Trate de separar cada coisa para sua devida zona de conforto e administração. No leito da FOX, que é o foco, 2091 é uma produção palatável ao gosto das unidades regionais, sem contar o alarido gritante de cada novo ciclo de The Walking Dead – o qual não é o sujeito neste caso. Para a filial brasileira da FOX, ainda falta muito para chegar aos parâmetros de produção que a casa colombiana do grupo chegou. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (30/10)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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