Organização adiantada dos concursos estaduais do Miss USA 2017 expõe problema gravíssimo do Miss Brasil


Calendário dos concursos estaduais da etapa brasileira do Miss Universo 2017 só deverá ficar pronto em março e candidatas terão pouquíssimo tempo para preparação

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Antares Martins?Organização Miss Brasil Universo/Divulgação/16.07.2016
Estados como o Rio Grande do Sul estão à mercê da agenda da Polishop

A publicação do calendário dos concursos estaduais do Miss USA 2017 pelo TV em Análise Críticas no sábado (22) reacendeu um velho problema que atinge o Miss Brasil: a falta de organização de suas 27 etapas estaduais e o despreparo de sua nova controladora, a Polishop, para lidar com um ambiente cada vez mais exigente de competitividade do concurso brasileiro com outras disputas internacionais válidas pelo Miss Universo. A norma baixada pela WME/IMG para os concursos nacionais válidos pelo Miss Universo 2017, na quarta-feira (12), aliviou um pouco a barra da Organização Miss Brasil Universo, que se livrou de um peso enorme e de um fardo maldito: o de ser acusada de irresponsabilidade com seus concursos estaduais. Mas, tal medida não exime a Polishop, nem mesmo suas sócias na organização do certame, além da WME/IMG, a Ford Models Brasil e o Grupo Bandeirantes de Comunicação, de cobrarem dos coordenadores estaduais, desde já, maior celeridade na definição do cronograma dos concursos estaduais do Miss Brasil 2017.
Passados 23 dias da eleição de Raíssa Santana como Miss Brasil 2016, 19 Estados americanos já elegeram suas candidatas ao Miss USA 2017 – pela ordem cronológica, Flórida, Texas, Montana, Illinois, Rhode Island, Wisconsin, Wyoming, Michigan, Missouri, Carolina do Norte, Dacota do Sul, Luisiana, Tennessee, Iowa, Nova Jersey, Oregon, Virgínia Ocidental, Colorado e Indiana. Das 51 coordenações estaduais do Miss USA, 30 já marcaram as datas de seus certames e apenas duas – Kentucky e Utah – ainda não tinham fechado as datas de seus certames. No Brasil, ainda anestesiado pela vitória de Raíssa, nenhuma das 27 coordenações estaduais começou a trabalhar o calendário dos concursos de 2017. Se estivessem trabalhando, as coordenações, inclusive a do Paraná da nova Miss Brasil, se não fossem reféns da agenda da Polishop, que não significa nada e coisa nenhuma, já teriam trabalhado há tempos no fechamento das datas de seus certames.
Se mirassem no exemplo de Shanna Moakler e de outros grupos de coordenações estaduais do Miss USA – Future, Vanbros, Pagrant Associates, D&D Productions, dentre outros, os aprendizes de Macunaíma do Miss Brasil não estariam fazendo papel de gente preguiçosa e irresponsável, que nada faz para tirar o Brasil de um atoleiro de 48 anos sem títulos de Miss Universo. Atoleiro esse agravado pela sanha mercadológica da Rede Globo e de seus “parceiros comerciais”, y compris a Polishop, mais interessada na destruição do que no progresso dos concursos de beleza no país, fracionados desde 1981, como diria o criminoso Chico Picadinho, “por partes” – Miss Brasil para o Miss Universo (o mais importante), Miss Mundo Brasil e assim por diante, até virarem combustível de piada de Fábio Porchat, Marcelo Adnet e outros Doces Bárbaros do humor milenial das redes socais.
De acordo com a Organização Miss Brasil Universo, o calendário dos concursos estaduais do Miss Brasil 2017 “ainda precisa passar por ajustes, para atender às demandas de seu patrocinador (a Polishop)”. A Polishop, por sua vez, informou que “não vai comentar sobre projetos futuros (o que inclui o Projeto Miss 2017)” e limitou-se a dizer que “o Miss Brasil 2016 foi um grande sucesso nas redes sociais”, sem no entanto admitir seu principal defeito: a audiência não correspondente ao faturamento projetado para o concurso. Especialistas de mercado estimam que, de forma preliminar, a Polishop tenha faturado R$ 13 milhões com o Miss Brasil 2016. Parte desse lucro foi repassado à Band, para pagamento das obrigações junto à Miss Universe Organization, com a qual tem contrato até 2020. Diretores da Polishop já teriam sido alertados de que o compromisso da Band com a MUO não será renovado a partir desse ano, o que abriria portas para uma eventual mudança para a Globo, com o intuito de dar mais audiência aos concursos do Miss Brasil.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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