Distribuidora vai a MIPCOM vender o pacote do 59º Grammy, mas pode perder vendas internacionais do Miss Universo para novos donos do concurso


Programa inclui além da premiação, dois especiais que integram o novo acordo da CBS com a Academia de Gravação, assinado em junho

Da redação TV em Análise
Com informações da Variety

Kevork Djansezian/WireImage/15.02.2016
Lady Gaga no 58º Grammy: premiação de 2017 integra catálogo da Alfred Haber

A Alfred Haber Distribution está comercializando junto a emissoras internacionais o pacote de eventos da 59ª festa de entrega do Grammy, marcada para o dia 12 de fevereiro, no Staples Center, em Los Angeles. As vendas começaram a ser feitas durante a MIPCOM, feira de televisão que acontece em Cannes (sul da França), que começou no domingo (16) e vai até à quinta-feira (20), no Palácio dos Festivais.
Fora a premiação, a Alfred Haber oferece dois especiais do pacote do Grammy, na forma que foi acordado entre a CBS e a Academia de Gravação, no dia 15 de junho. O primeiro produto oferecido às emissoras é o Grammy Salute to Music Legends, que prestará homenagens a nomes como Linda Ronstadt, Earth, Wind & Fire e Run DMC. O outro especial que está sendo comercializado dentro do pacote do Grammy é Grammy 4th Quarter Tribute Special. Os dois especiais tem duas horas de duração cada. A premiação tem uma duração maior, que pode variar de 3h30 a 3h45 de duração, a depender do tamanho dos discursos e dos atos musicais a serem apresentados (e, principalmente, por se tratar de um ecento ao vivo).
Outro evento do catálogo da Alfrec Haber para a MIPCOM 2016 é a 23ª edição do Screen Actors Guild Awards, prevista para o mesmo dia em que o concurso de Miss Universo 2016 passar nas Américas – 29 de janeiro de 2017. De forma surpreendente, o Miss Universo não consta da lista de produtos que a Alfred Haber comercializa nesta edição da MIPCOM. Oficialmente, não há informações acerca da continuidade do vínculo da Alfred Haber com a Miss Universe Organization, o que poderá dificultar as negociações dos direitos internacionais do certame, previsto para daqui a 103 dias, em Pasay (região metropolitana de Manila). Em 2015, o Miss Universo, realizado no dia 20 de dezembro do mesmo ano, foi vendido pela Alfred Haber para emissoras de 170 países e territórios.

WME/Divulgação/13.10.2016
Pippa Lambert: contratação da WME/IMG para tirar Miss Universo da Alfred Haber

A Alfred Haber vinha trabalhando com a MUO desde novembro de 2002, ainda na gestão de Donald Trump, e era responsável por levar para os mercados internacionais os concursos de Miss Universo e Miss USA, este não exibido no Brasil. Desde que a WME/IMG assumiu os ativos da organização do Miss Universo, em 14 de setembro de 2015, os poderes de distribuição da Alfred Haber para o Miss Universo foram diminuindo. Com a realização do Miss Universo 2015 e a conclusão de seu ciclo, a WME/IMG foi paulatinamente assumindo as rédeas de negociação de direitos do Miss Universo para emissoras internacionais. Na quinta-feira (13), a empresa contratou a executiva Pippa Lambert (ex-ICM Partners London) para servir como agente senior de televisão, para responder ao diretor Chris Rice, no intuito de torar da Alfred Haber a distribuição internacional de todos os eventos organizados pela MUO a partir de agora.
No Brasil, a WME/IMG possui relações com a Rede Globo para a promoção de festivais de música como o Lollapalooza, através da empresa Time4Fun. Essa parceria deverá. em tese, “melar” a pretensão da Rede Bandeirantes de transmitir o Miss Universo 2016 em TV aberta e as edições do concurso internacional até 2020. No entanto, um acordo de naming rights assinado entre a empresa de varejo Polishop e a MUO, no final de outubro de 2015, com o aval da alta cúpula do Grupo Bandeirantes de Comunicação, deverá colocar a Globo na fila para pegar os direitos do Miss Brasil, do Miss Universo e dos concursos estaduais e municipais somente em 2021. Na TV paga, o concurso continua com a TNT.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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