Flávio Gikovate morreu renegado pela Band


Psicólogo teve sua passagem pelo Canal Livre e Falando de Verdade ignorada no necrológio lido no Jornal da Noite pelo apresentador Fábio Pannunzio

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/Youtube

A morte do psicólogo Flávio Gikovate, 73, nesta quinta-feira (13), foi tratada pela Rede Bandeirantes como coisa menor. Na nota coberta que o jornalista Fábio Pannunzio leu no Jornal da Noite, nenhuma citação ao trabalho que o psicólogo desempenhara como apresentador na emissora, entre março de 1991 e setembro de 1992. Na Band, Gikovate apresentou os programas Canal Livre (1991) e Falando de Verdade com Flávio Gikovate (1992). Não há registros de vídeos de nenhum dos dois programas no YouTube.
Ao contrário de Flávio Cavalcanti, J. Silvestre e Luciano do Valle, Gikovate foi tratado com desdém na nota de sua morte pela Band. Cobriu a nota de suam morte um trecho de entrevista ao Show Business, dado ao agora prefeito eleito de São Paulo, João Dória Júnior (PSDB), em 2012. Na nota coberta, a Band ressaltou apenas seu trabalho na rádio CBN, do Grupo Globo, e livros dos quais foi autor, que foram best-sellers de autoajuda.
Na mão oposta dessa gente e da miss Brasil de 2004, Fabiane Niclotti, Flávio Gikovate teve suas imagens na condução de programas convenientemente apagadas pela Band. A emissora queria se livrar do estereotipo de ter veiculado shows de horrores vespertinos como os do psicólogo para poder tocar em frente sua missão de O Canal do Esporte, antes de perder essa condição para ESPN e Sportv, e reassumi-la com a chegada do canal pago Bandsports, em 2002. Obviamente, o Falando de Verdade rendeu algumas dores de cabeça jurídicas à emissora, a qual teve que pagar o peso e o fardo de ter rebaixado o nível de sua programação aos patamares dantescos que Gikovate implantara com seus debates terríveis. O fundador da Band, João Jorge Saad, e seu filho, João Carlos, vulgo Johnny, trataram de dedetizar a emissora dessa praga na grade de 1993.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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