História mostra que a Ásia é território hostil para as brasileiras no Miss Universo desde 1974


Em nove participações no continente, nenhuma candidata se classificou

Da redação TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação/17.06.2008
A gaúcha Natália Anderle foi a vítima mais recente dessa sina, em 2008, no Vietnã

A eleição da paranaense Raíssa Santana para representar o Brasil no Miss Universo 2016 no sábado (1º) expõe uma velha preocupação dos torcedores brasileiros, que os atormenta desde que o Miss Universo passou a ter edições realizadas na Ásia em 1974. Desde então, o país teve nove participações nas edições do certame realizadas no continente, sem nenhuma classificação. Apenas uma premiação especial foi concedida em 1987 para Jacqueline Meirelles (traje típico). Mas tal honraria não é nada diante do abismo que o país enfrenta nas participações que faz no Miss Universo nas vezes que o certame ocorre na Ásia.

Reprodução/Miss Memorábilia/28.09.2008
A paulista Sandra Guimarães: primeira baixa brasileira no Miss Universo asiático

Em toda a história do Miss Universo, a Ásia recebeu o certame por nove vezes – 1974 e 1994 (Pasay, Filipinas), 1976 (Hong Kong), 1980 (Seul), 1987 (Cingapura), 1988 (Taipé), 1992 e 2005 (Bangcoc) e 2008 (Nha Trang). Por continente, o melhor aproveitamento brasileiro está na Oceania (100%), nas duas vezes que o certame foi realizado nesse continente – 1979 (Perth) e 1998 (Honolulu). Logo atrás, vem a América do Norte, com 24 classificações em 34 participações – 1954 a 1959 (Long Beach), 1960, 1962 a 1965 e 1967 a 1971 (Miami Beach), 1981 (Nova York), 1985 e 2014 (Miami), 1993 e 2007 (Cidade do México), 2006 (Los Angeles), 2012 e 2015 (Las Vegas). Os anos computados são apenas os de classificação e não incluem desclassificações em 1961, 1966 e 1997 (Miami Beach), 1978 (Acapulco), 1983 (Saint Louis), 1989 (Cancún), 1991, 1996 e 2010 (Las Vegas). O aproveitamento das misses brasileiras nessa região é de 70,58%.
Fora da América do Norte, a maior quantidade de participações brasileiras no Miss Universo está na América Central – nove, resultando em quatro classificações: 1972 (Dorado), 1975 (San Salvador), 1986 e 2003 (Cidade do Panamá). O resultado equivale a um aproveitamento de 44,44% na região. Com apenas três edições realizadas, América do Sul e Europa reservam às misses brasileiras um aproveitamento de dois terços nessas regiões (ou 66,66% do total) – 1973 (Atenas), 1982 (Lima), 2011 (São Paulo) e 2013 (Moscou). Nicósia (2000) e Quito (2004) foram as únicas cidades que desfavoreceram o Brasil na Europa e América do Sul. No geral, o país possui um aproveitamento de 55,73% em 61 participações na história do Miss Universo, entre 1954 e 1989 e 1991 até hoje, O gráfico abaixo mostra o desempenho de nossas candidatas ao Miss Universo por continente do país sede desde então

Região Classificações Participações Aproveitamento (%)
América do Norte 24 34 70,58
América Central 4 9 44,44
América do Sul 2 3 66,66
Europa 2 3 66,66
África 0 1 0
Ásia 0 9 0
Oceania 2 2 100
Total 34 61 55,73

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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2 respostas para História mostra que a Ásia é território hostil para as brasileiras no Miss Universo desde 1974

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