Audiência nacional do concurso Miss Brasil 2016 é menor que a das etapas colombiana e americana do Miss Universo 2016


Concurso foi visto por menos de 800 mil telespectadores nos 15 mercados auditados pela Kantar Ibope Media, Nem no alcance individual conseguiu bater o Miss USA 2016

Da redação TV em Análise

Fotiomontagem/Perfil Miss Universo/Facebook
O butim já está armado para a Band na comparação com o Miss USA e o Miss Colômbia

Em termos de audiência nacional nos 15 mercados regulares medidos pela Kantar Inope Media, o concurso Miss Brasil 2016 pode ser considerado histórico para a Rede Bandeirantes. Primeiro, pelo fato de a empresa, antes declarada inimiga pela emissora, que chegou a colocar o barco no grupo de redes investidoras da implantação do concorrente alemão GfK, ter decidido tornar públicos os dados consolidados dos 10 programas mais vistos de cada uma das cinco principais redes abertas nacionais. E segundo, com a divulgação do top 10 da emissora, na tarde desta terça-feira (4), o concurso aparecer na oitava colocação do ranking dos 10 programas mais vistos da Band no período de 26 de setembro a 2 de outubro.
Como era de se esperar, o Miss Brasil 2016 atingiu a meta de 2,5 pontos esperada pela administradora do concurso, a Organização Miss Brasil Universo, joint venture formada pela Poilishop, Ford Models e WME/IMG, dona do Miss Universo. No entanto, setores da Band esperavam uma meta maior, entre 3,0 e 3,9 pontos. É a primeira vez que uma edição do Miss Brasil tem seus números nacionais tornados públicos desde que o concurso começou a ser televisionado, em 1970, pela extinta Rede Tupi. Nessa época, os dados do concurso eram restritos às cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e não contemplavam outros centros importantes como Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza. Essas praças passaram a participar do Painel Nacional de Televisão apenas em 2009. A aquisição da Ibope Media pelo grupo inglês WPP, em maio de 2015, deu nova ordem a um evento que, até então, tinha sua audiência resguardada a um segredo tenebroso.

NÚMEROS NACIONAIS DO MISS BRASIL 2016
Mercado Média individual Telespectadores Alcance individual Média domiciliar Domicílios
PNT 1,1 752.622 2.942.068 2,5 602.215
BASE DE CÁLCULO
Cada ponto equivale a 684.202 telespectadores em 240.886 domicílios nas praças de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Manaus, Brasília, Goiânia, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre
Fonte: Kantar Ibope Media

Em temos de telespectadores, no entanto, o Miss Brasil 2016 deixou a desejar. Teve números inferiores aos registrados pelo concurso Miss USA 2016, transmitido pela FOX no dia 5 de junho. À ocasião, a coroação da militar Deshauna Barber, 26, foi vista por 4,04 milhões de telespectadores e registrou média domiciliar de 2,8 (maior que o Miss Brasil), com share de 5 pontos. A comparação dos números já é uma ducha de água congelada nas mentes mais otimistas das cúpulas da Band e da Polishop, que projetavam o Miss Brasil como “o maior concurso de beleza do mundo até 2020”. Os objetivos futuros do concurso em termos de audiência televisiva, ao que parece, ficaram na lona de uma instalação desmontada de boxe do Parque Olímpico da Rio 2016, evento que a Band transmitiu em agosto último com audiência apagada, atrás de uma não detentora dos direitos (SBT) e das outras detentoras dos direitos em tevê aberta (Globo e Record).
Para completar o desastre, a audiência do Miss Brasil 2016 leva uma sonora goleada da verificada no Miss Colômbia 2016, realizado no dia 16 de novembro de 2015. À ocasião, o Concurso Nacional de Belleza 2015 registrou média de 10,4 pontos – uma facada que só será detalhada no ranqueamento que o Críticas fizer nas comparações também com os concursos da França, Porto Rico, Venezuela, Filipinas e Peru, em texto posterior a seguir.
No entanto, uma coisa ainda salva o Miss Brasil na grade da Band ao menos até 2020, quando expiram o contrato com a Miss Universe Organization e o acordo de patrocínio master com a Polishop, orçado em R$ 31 milhões (US$ 9,51 milhões), considerado o segundo maior na área de concursos de beleza, atrás apenas da conturbada venda do Miss Universo por parte de Donald Trump à WME/IMG em 14 de setembro de 2015, que valeu US$ 28 milhões (R$ 91,194 milhões, em valores atualizados). Outro componente que deverá contribuir para a manutenção do quadro é a audiência regional em cada um dos 15 mercados do PNT. Desmontando a crença, Porto Alegre, a despeito de ser a capital do Estado com o maior número de misses Brasil, o Rio Grande do Sul, não ficou com a liderança de média de audiência domiciliar. A primazia coube a Manaus, capital do Amazonas, Estado que para o ciclo do Miss Brasil 2017 completará 60 anos sem títulos. Na sequencia, Belém e Belo Horizonte. As menores médias foram verificadas no Distrito Federal e Entorno e na Grande Florianópolis. O ranking detalhado está na tabela abaixo

A AUDIÊNCIA DO MISS BRASIL 2016 POR PRAÇA
Posição Mercado Média domiciliar
1 Manaus 5,5
2 Grande Belém 4,8
3 Grande Belo Horizonte 3,7
4 Grande Porto Alegre 3,5
5 Grande Campinas 3,2
6 Grande Salvador 3,1
7 Grande Recife 2,9
8 Grande São Paulo 2,4
9 Grande Curitiba 2,0
10 Grande Rio 1,9
11 Grande Goiânia 1,6
12 Grande Vitória 1,4
13 Grande Fortaleza 1,1
14 Brasília e Entorno 0,8
15 Grande Florianópolis 0,7
Fonte: Kantar Ibope Media

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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3 respostas para Audiência nacional do concurso Miss Brasil 2016 é menor que a das etapas colombiana e americana do Miss Universo 2016

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