Assunto da semana: Entre padres, vudus, pilantras e números


Como explicar a resistência do público a O Exorcista como série?

FOX/Divulgação
Em nome do Pai, do Filho e dos filhos do Estado do Espírito Santo…

É, no mínimo, preocupante, para não dizer outras coisas feias, a situação de The Exorcist (FX, 6ª para sábado, 0h, 16 anos) no quadro de audiências de novas séries lançadas por quatro das cinco principais redes abertas americanas entre os dias 19 e 23 de setembro, não ao acaso, a data escolhida para a estreia da aclimatação da saga de quatro filmes ao ambiente televisivo de horário nobre enquanto série. Enquanto conteúdo dramático, o piloto de Exorcist se limitou a repetir os clichês e obviedades dos filmes arrasa-quarteirão.

FOX/Divulgação
Acho que a culpa foi da Dilma…

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Geena Davis e Seu Rosto na Belina

Tendo registrado pífios 2,85 milhões de telespectadores no evento que a FOX fez para o lançamento internacional (em dados referentes ao mercado americano), a estreia de The Exorcist, a despeito de contar em seu cartel de atores com nomes da cepa de Geena Davis, já indicada a um Primetime Emmy como presidenta americana do Commander in Chief (2005-2006), é coisa para ser esquecida. Não empolgou público tampouco cativou crítica, dada sua pobreza de essência nos efeitos visuais e maquiagem protética. Parecia coisa da vovó.
Não ao acaso, a primeira fita de O Exorcista para as telonas tem a minha idade. Coincidência? Não. Da sequência de filmes para se chegar ao projeto da série televisiva, passou-se por muito debate de produtores e muito mumuzinho (não o sambista) de bastidores sobre quem faria os papeis chave, que emissora toparia exibir e quem (principalmente) aceitaria o risco de torrar dinheiro com uma produção barata de enredo pobre. Não é assim que se deve começar um ciclo televisivo americano tão importante como este. É ruim.

FOX?Divulgação
FORA DAQUI, PADRE PICARETA!!!!!

Se eu fosse diretor da FOX, dava as contas na hora de quem aprovou esse Zé do Caixão das pautas de aberração da Sônia Abrão para fazer a Ressurreição de cantor sertanejo. É aceitável que a FOX carregue o ônus de passar uma fraqueza artística como a demonstrada em The Exorcist enquanto drama de horário nobre de emissora aberta? Na mesma semana que seu braço de produção emplacava coisa melhor na NBC denominada This is Us, a FOX dava acertava com outra adaptação de filme, Lethal Weapon. É mais palatável. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (2/10)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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