Comitê Organizador Filipino já pagou 8 dos US$ 12 milhões pedidos pela MUO para sediar o Miss Universo 2016


Confirmação oficial de Pasay como sede do certame deverá ser feita no dia 3 de outubro, após o recebimento do dinheiro restante

Da redação TV em Análise
Com reportagem de João Eduardo Lima

Philippines Cities/Reprodução
Expectativa é que comunicado oficial da MUO/FOX saia no dia 3 de outubro

A Miss Universe Organization já recebeu dois terços do dinheiro pedido ao Comitê Organizador Filipino (PHC, na sigla em inglês) para viabilizar a realização do concurso Miss Universo 2016, na manhã do dia 30 de janeiro (noite do dia 29 de janeiro, pelo horário de Brasília), no Mall of Asia Arena, em Pasay (região metropolitana de Manila, capital das Filipinas). De acordo com fontes da entidade organizadora do certame sediada em Nova York, foram pagos pelo consórcio filipino US$ 8 milhões, divididos em duas parcelas, que chegaram às contas da MUO e de sua empresa proprietária, a WME/IMG, nos dias 1º de agosto e 1º de setembro, respectivamente.
Assessores da presidenta da MUO, Paula Shugart, asseguraram ao TV em Análise Críticas que “não há nenhum traço ou evidência de uso de recursos públicos para as Filipinas sediarem o certame, vez que os recursos vieram todos de investidores privados”, sem citar os nomes da Philippine Airlines, Solar Emntertainment, SM Group e Universal Entertainment Corporation, que, juntas, pagaram cada parcela de US$ 4 milhões (R$ 12,977 milhões) ao PHC, que repassou esses recursos direto aos caixas da MUO e da WME/IMG, “obedecendo aos trâmites legais estabelecidos nos tratados comerciais entre Estados Unidos e Filipinas”, como assegurou uma alta fonte da direção do concurso. A MUO informou que não vai comentar “sobre negociações que estão em andamento”, como a que ocorre com o Comotê Organiozador Filipino, formado por órgãos do governo e setores da iniciativa privada do país.
A Miss Universe Organization quer ter certeza de que não haverá malversação de recursos públicos como a que foi verificada na construção do Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, capital do Estado brasileiro do Ceará, cotada para sediar o Miss Universo 2014, que teve superfaturamento de R$ 122,71 milhões, de acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A empresa envolvida na obra, a Galvão Engenharia, teve seus dirigentes presos pela Operação Lava Jato, que desnudou um megaesquema de corrupção nas obras da Petrobras, maior empresa do país até então, envolvendo políticos, empreiteiros e dirigentes de partidos e estatais. Com as garantias dadas pela chefe do Departamento de Turismo (DOT, na sigla em inglês), Wamda Teo, 63, de que não haverá verba pública nos preparativos para as Filipinas sediarem o Miss Universo 2016, a presidenta Paula Shugart saiu das Filipinas tranquila, mas atenta a todo o processo de pagamentos feito pelo PHC, iniciado no dia 29 de agosto. De acordo com um importante diretor da MUO, que pediu anonimato, o press-release assinado pela MUO e pela cadeia de televisão FOX sairá assim que a parcela final do pagamento do PHC for quitada, o que deve acontecer na sexta-feira (30). Assessores da FOX e da MUO já estariam sendo orientados a preparar as minutas de texto sobre o que vai constar no comunicado e o que deve ser informado aos jornalistas de forma clara e concisa.
Assuntos tabu, como a definição da dupla de apresentadores e da comentarista de bastidores da geração oficial, deverão ficar de fora e serem definidos apenas em novembro. A intenção da MUO, a princípio, é evitar um desgaste maior com o presidente filipino Rodrigo Duterte, 71, que não quer em seu país a entrada do comediante Steve Harvey, 59, responsável pelo episódio mais vergonhoso da história do certame, verificado em 20 de dezembro de 2015, quando o apresentador errou a leitura do resultado e foi forçado a usar seu programa de entrevistas para pedir desculpas.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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