Assunto da semana: Fiquei sem palavras


Os 31 anos de Tatiana Maslany e nossa democracia no 68º Primetime Emmy

A cor nacional da bandeira do Canadá
Jason LaVeris/FilmMagic

Orgulho da cidade de Regina, capital da província de Saskatchewan, a atriz Tatiana Maslany, 31 anos completos na última quinta-feira, inseriu o Canadá de Justin Bieber, The Weeknd, Pamela Anderson e outros no mapa de vencedores individuais de uma estatueta, ao menos, em 68 edições já realizadas do Primetime Emmy. Desde sua criação, em 1949, ainda com o simples nome de Emmy Awards, nenhum canadense, salvo se eu estiver equivocado, levou estatueta de atuação na premiação mais importante da televisão norte-americana.

No palco, o maior orgulho da província de Saskatchewan
Chis Pizzello/Associated Press/Invision

Com a mesma idade de nossa frágil democracia, agora arriscada com um governo biônico resultado de um ardil criminoso orquestrado por industriais e donos de órgãos de imprensa, Tatiana Maslany dá vida no drama científico Orphan Black, coprodução da Bell Media, Space Canadá e BBC America, a seis personagens. As quais podem se multiplicar como os pães nos versículos do Velho Testamento, o que foi coberto pela telenovela e filme Os Dez Mandamentos. E traduzir-se em duas indicações seguidas, com estatueta agora.

O criador de Game of Thrones George R.R. Martin e equipe: sujeito e predicados
Chis Pizzello/Associated Press/Invision

Ainda tentando processar as 12 estatuetas de Game of Thrones recebidas no torneio de dois finais de semana, encerrado na noite do domingo (18), não achei outro assunto para nortear as histórias do show do 68º Primetime Emmy que não fosse o feito de Tatiana, a garota do andar acima dos Estados Unidos da América do Norte o qual Donald Trump e sua senilidade mental não o atacaram. Por medo ou frigidez ou mero “pega leve” de seus estrategistas. Parece coisa de sua época de gestor do concurso de Miss Universo.

Kevin Winter/Getty Images

A flor do novo ciclo televisivo americano que começou na noite desta segunda-feira (19) com a estreia em conta-gotas de 20 novas séries nas cinco principais redes abertas, a vitória de Tatiana Maslany calou os que achavam que a cinquentenária Viola Davis ficaria com o bicampeonato na área de atriz em série dramática. Calou os que, no ano passado, aplaudiram e laurearam Viola como símbolo de uma luta – a da igualdade racial não existente no 88º Oscar. Fez perceber que existe sim renovação na atuação no Emmy. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (25/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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