Assunto da semana: Em terra de rei, não se mexe


Não se discute a técnica de Game of Thrones no 68º Primetime Emmy

Invision/Associated Press/11.09.2016

Em uma única noite, a do sábado, 10 de setembro, a Academia de Televisão tratou de resolver todas as entregas de premiação relacionadas a programas roteirizados do 68º Primetime Emmy. Todas? E o que foi o prêmio de coreografia para Crazy Ex-Girlfriend, concedido no domingo, 11, no mesmo Microsoft Theatre de Los Angeles da véspera e da premiação principal de logo mais? Premiação para reality? Não. A área de coreografia engloba todas as produções televisivas, independente de serem realities ou não.

Invision/Associated Press/10.09.2016

Mas o que nos leva a expor este texto não é a diversidade entre programa roteirizado e não roteirizado denotada nas duas noites do Creative Arts Emmys e sim o impacto que de já Game of Thrones passa a exercer na somatória final de estatuetas. Lembram que no ano passado eu disse que GoT, contadas as oito estatuetas técnicas, sairia com 11 ou 12 prêmios, no final? Pois parece que os ventos (não da Baía da Guanabara, pois a Paraolimpíada também já foi para o saco) também sopram a favor da série medieval da HBO. Queiram ou não.

Invision/Associated Press/11.09.2016

Sem os cavalinhos do Campeonato Brasileiro do Show da Morte da Rede Globo, o teleteatro Grease: Live saiu como o principal vencedor do segundo dia de premiações técnicas. Fechou o domingo com quatro estatuetas em cinco indicações recebidas. O grupo de atuação do Primetime Emmy passou à faca nas submissões de Vanessa Hudgens e Julianne Hough nas áreas de atuação, empobrecendo um pouco o que pretendia ser um calo para American Crime Story do espetáculo aéreo do caso O.J. Simpson. Poderia ter rendido mais.

Invision/Associated Press/10.09.2016

Com o peso favorável formado para Game of Thrones para a cerimônia principal, resta saber como vai ficar a distribuição das estatuetas nos outros gêneros de produção que não drama. Nas comédias, é prematuro arriscar qualquer favoritismo de A ou B. A decisão vai ficar nas mãos de quem levar. Nem Veep está imune a essa seca técnica que assombra as comédias. Parece crônica triste do nordeste norte-americano, não escrita por Gonzagão, mas pelo capital especulativo dos ditames de David Rockefeller, 101, vivinho da silva. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (18/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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