O assalto da quadrilha de Eduardo Cunha ao patrimônio da EBC


Querem calar a voz das minorias em favor do ensemble cast da mídia privada monopolista e hegemonica

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Givaldo Barbosa/Agência O Globo/01.02.2015


Canalha! Escroto! Verme! Pulha! Pústula!

A notícia de que o senhor Laerte Rímoli fora efetivado na presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), atendendo às vontades do presidente interino da República Rodrigo Maia (DEM), caiu como uma bomba no colo daqueles que defendem a liberdade de informação independente do consórcio formado pela mídia velhaca e criminosa que domina o país desde sempre. Da cota da quadrilha do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Rímoli já foi funcionário do Grupo Globo, tendo sido diretor da rádio CBN, a rádio que troca noticia.
Ao ungir Laerte Rímoli no comando da EBC, afastando o presidente eleito da companhia, Ricardo Melo, mantido no cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal, Rodrigo Maia estará transformando os empregados da TV Brasil, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, da Rádio Nacional de Brasília, da Rádio Nacional da Amazônia, da Rádio Nacional Alto Solimões, da TV Brasil Internacional e da Radioagência Nacional em verdadeiras Christinas Grimmie da boate Pulse do inventário sanguinário que o governo efetivo de Michel Temer e do PMDB querem fazer contra a democratização da informação no Brasil.
Desde a admissibilidade do impedimento da ex-presidenta Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados, no triste dia 17 de abril, o TV em Análise Críticas tem acompanhado com grave preocupação a jornada criminosa que a turma de Cunha já ardilava para castrar ou esterelizar o patrimônio construído durante 48 anos, com as TVs Educativas e Universitárias federais, convertidas em 1º de dezembro de 2007, no escopo da atual estrutura jurídica da TV Brasil, que inclui a antiga TV Nacional de Brasília e a TV NBR, o canal institucional do Governo Federal, fundado no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1997, e disponível nas principais operadoras de TV por assinatura do país.
Os idiotas, imbecis, débeis mentais e outros revoltados on line que defendem o desmonte criminoso da EBC são os mesmos (y compris a Miss Brasil 2015, Marthina Brandt) que vergavam, camisa da Seleção na Avenida Paulista, instados pelos patos infláveis da FIESP, a poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, para gritar “fora Dilma” e “fora PT”. Os matadores da EBC tiveram como celebridades apoiadoras gente como Marina Ruy Barbosa, Humberto Martins, Luciano Huck, Susana Vieira, Alexandre Frota, Viviane Araújo, dentre outros elementos de pedigree menos interessante. Esses idiotas e inconsequentes não fazem ideia do bem que a comunicação pública, livre, plural e diversificada (não na tez hipócrita de Caitlyn Jenner, ex-Bruce, pego na mentira) faz a um país de dimensões continentais chamado Brasil, cuja diversidade de raças e cores pôde ser mostrada na Olimpíada do Rio. E que, por força de compromisso assumido anteriormente com o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), a TV Brasil o fará nas Paraolimpíadas do Rio que começam na próxima quarta-feira (7).
O que a chamada “turma do acordão” quer fazer com o patrimônio líquido e ativo da EBC, a começar do apeamento de seu Conselho Curador, é um crime mais hediondo que os das meninas Ana Lídia, Isabella Nardoni e Araceli Crespo e das garotas Cláudia Lessin, Ângela Diniz, Daniella Perez e tantas outras, assassinadas pela crueldade de uma misoginia torpe, irresponsável e cretiva, que desvaloriza a dignidade da mulher brasileira, a começar de acordos às escuras, como o que a Band fez com a casa de varejo eletrônico Polishop para salvar o agonizante concurso de Miss Brasil de um cancelamento no final de 2015. O que a turma de Cunha e da ostentação milionária da madama Cláudia Cruz quer é transformar a TV Brasil, a Rádio Nacional e a Rádio MEC em sucursais da Givenchy, Miu Miu, Armani, Loubutin e outras grifes custeadas com o Erário. Isso sim é um assalto ao bolso do pobre trabalhador brasileiro, que agora vê seus direitos sendo castrados de forma vil e criminosa.
Não ao Golpe! Não aos Misóginos! Não ao comércio eletrônico nos concursos de misses! Não ao acordão! Sim à democracia! Sim à liberdade de informação! Sim à igualdade! Sim à questão de gênero! Sim à diversidade sem hipocrisia! Sim à comunicação pública!

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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