Susana Cardoso não é mais a coordenadora do Miss Brasil no Rio de Janeiro


Decisão foi tomada pela Polishop, que optou por fazer uma seletiva. Candidata do Estado para a etapa brasileira do Miss Universo 2016 já foi escolhida

Da redação TV em Análise

Helmut Hossmann/Miss Rio de Janeiro/Divulgação/17.09.2014


Ex-coordenadora foi indicada em 2000 pela Gaeta Promoções e Eventos

A empresária Susana Cardoso não representa mais os interesses da organização do concurso Miss Brasil válido pelo título de Miss Universo no Estado do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada pela Organização Miss Brasil Universo na tarde desta segunda-feira (29), após o anúncio da vencedora da seletiva do Rio de Janeiro para o Miss Brasil 2016. O caso pode ir para os tribunais.
Susana Cardoso vinha coordenando o concurso Miss Rio de Janeiro desde 2000, mediante acordo firmado com a detentora da concessão brasileira do Miss Universo à época, a Gaeta Promoções e Eventos. Desde 2005, mantinha acordos com as emissoras de televisão Bandeirantes e CNT, em períodos distintos. Desde 2009, a empresa de Susana passou a trabalhar exclusivamente para a Band Rio, filial carioca do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Quando a empresa de varejo eletrônico Polishop assumiu as operações do Miss Brasil, em novembro de 2015, as relações de Susana com a nova coordenação nacional do Miss Universo só se anularam. No início de agosto de 2016, ocorreu uma tentativa de acordo que deu errado e a Organização Miss Brasil – joint venture entre Polishop, Band, Ford Models Brasil e WME/IMG – decidiu pela realização da seletiva com as candidatas que já estivessem inscritas em seu banco de dados.
Nos anos em que Susana Cardoso comandou o Miss Rio de Janeiro, o Estado obteve 14 classificações entre as semifinalistas do Miss Brasil. As melhores classificações ocorreram em 2000 e 2002, quando o Estado conseguiu dois quartos lugares com Keity Dembergue Gripp e Gisele de Oliveira Leite. Após isso, nunca mais o Rio conseguiu emplacar candidata entre as cinco finalistas do Miss Brasil. O jejum de títulos para o Estado se arrasta desde 1981, quando Adriana Alves de Oliveira ficou em quarto logar no concurso de Miss Universo, realizado no Minskoff Theatre, em Nova York.

O concurso foi para o saco

Susana Cardoso tentou negociar, sem sucesso, junto à Band e à Polishop, a realização do concurso Miss Rio de Janeiro 2016 para o dia 17 de setembro. Mas as empresas que participam do consórcio responsável pela concessão brasileira do Miss Universo disseram não e decidiram seguir com a seletiva, prática incomum a um Estado de larga tradição de títulos de Miss Brasil, como é o Rio de Janeiro – tem oito títulos ao lado de São Paulo, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul, que tem 14 títulos nacionais.
Em resposta ao comentário de um internauta no Facebook oficial, a agora ex-coordenadora estadual do Miss Brasil emitiu na noite do sábado (13) a seguinte declaração: “Inexplicavelmente, a Polishop infelizmente não fará o tradicional Concurso Estadual do Rio de Janeiro que acontece a mais de cinco décadas”. Apesar do estrago já feito pela patrocinadora master do Miss Brasil, Susana decidiu marcar a etapa municipal da cidade do Rio de Janeiro para esta quarta-feira (31), na boate 021, na zona sul da capital fluminense, em evento para convidados. Estima-se que, se a Polishop tivesse acatado o formato proposto por Susana, o Miss RJ 2016, com as candidatas municipais previamente eleitas, teria entre 15 e 18 competidoras, número considerado baixo para os padrões do Miss Brasil. Para que ocorresse concurso estadual, o Rio de Janeiro teria de ter, no mínimo, entre 60 e 75 candidatas municipais inscritas para a seletiva, ponto de desacordo na conversa com Susana. São Paulo, Paraíba e Rio Grande do Sul, por exemplo, usaram 60, 100 e 80 candidatas nas seletivas para se chegar ao número final aceitável para uma final televisionada, que varia de 15 a 30 candidatas. No Rio de Janeiro, para o concurso de 2016, nem isso foi possível. Venceu a força dos interesses econômicos da Polishop, que prefere operar no escuro para desespero dos velhos franqueados estaduais.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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3 respostas para Susana Cardoso não é mais a coordenadora do Miss Brasil no Rio de Janeiro

  1. Pingback: EXCLUSIVO: Sai a segunda avaliação parcial do Críticas para o concurso Miss Brasil 2016 | TV em Análise Críticas

  2. Claudio Carvalho disse:

    Pôxa, até que enfim acordaram á tempo. Esta sra. nunca esteve com nada. O Rio de Janeiro é o celeiro de mulheres bonitas e nunca ficaram a desejar quanto a escolha de uma candidata, sempre abiscoitava uma colocação digna de nosso estado. Parabéns a Polishop.

    • João Lima disse:

      Abiscoitava colocações, top 15 ou 10 que não tinham serventia alguma, a não ser para aumentar o atoleiro de títulos do Rio no Miss Brasil que se arrasta desde 1981.

      A redação do Críticas

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