Ex-ator de The Good Wife assina manifesto contra impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff


Akan Cumming participa de manifesto assinado por nomes como Susan Sarandom, Oliver Stone, Harry Belafonte e Danny Glover

Da redação TV em Análise

Craig Blankenhornl/CBS/Divulgação/17.05.2013


Ele interpretou o advogado Eli Gold nas sete temporadas da trama

O ator escocês Alan Cumming, 51, está entre os 22 artistas e intelectuais estrangeiros que assinaram um manifesto em repúdio à tentativa de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, 68, afastada do cargo desde 12 de maio por decisão do Senado Federal, pelo caso das supostas “pedaladas fiscais”, ardilado por advogados do PSDB e alardeado por supostos movimentos reivindicatórios como Movimento Brasil Livre (MBL), Revoltados Online, Vem Pra Rua, dentre outras denominações. Ele é conhecido do público brasileiro por sua atuação nas sete temporadas do drama jurídico The Good Wife, cuja temporada final está em exibição no Universal Channel. Na trama, ele interpretou o advogado Eli Gold, antagonista da defensora Alicia Florrick, vivida por Julianna Margulies, 50.
“Nos solidarizamos com nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam pela democracia e justiça em todo o Brasil”, abre a carta dos intelectuais estrangeiros, apresentada na tarde desta quarta-feira (24), dois dias após o encerramento das Olimpíadas de Verão do Rio de Janeiro e às vésperas do julgamento final de Dilma, que poderá, segundo a imprensa corporativa, resultar na inelegibilidade de Dilma até 2026.
De acordo com a Agência PT de Notícias, o texto reforça que a base jurídica para o afastamento de Dilma “é amplamente questionável” e que há “evidências convincentes” de que a principal motivação dos promotores do impeachment foi abafar investigações de corrupção nas quais estão envolvidos.
Os artistas pedem que os senadores brasileiros que irão votar no julgamento do impeachment respeitem o resultado da eleição presidencial de 2014 e alertam para os riscos regionais caso ele seja aprovado.
“Se este ataque contra suas instituições democráticas for bem sucedido, as ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região”, afirma.
Os atores Susan Sarandon e Danny Glover, o linguista Noam Chomsky e da escritora Eve Ensler também assinam a carta. Abaixo, a íntegra do documento

Nos solidarizamos com nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam pela democracia e justiça em todo o Brasil.
Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da presidenta, o qual instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável e existem evidências convincentes mostrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados.
Lamentamos que o governo interino no Brasil tenha substituído um ministério diversificado, dirigido pela primeira presidente mulher, por um ministério compostos por homens brancos, em um país onde a maioria se identifica como negros ou pardos. Tal governo também eliminou o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Visto que o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, estes acontecimentos são de grande importância para todos os que se preocupam com igualdade e direitos civis.
Esperamos que os senadores brasileiros respeitem o processo eleitoral de 2014, quando mais de 100 milhões de pessoas votaram. O Brasil emergiu de uma ditadura há apenas 30 anos, e esses eventos podem atrasar o progresso do país em termos de inclusão social e econômica por décadas. O Brasil é uma grande potência regional e tem a maior economia da América Latina. Se este ataque contra suas instituições democráticas for bem sucedido, as ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região.

Tariq Ali – Roteirista, jornalista e cineasta
Harry Belafonte – Ativista de direitos civis, cantor e ator
Noam Chomsky – Professor Emérito de Linguística do MIT, teórico e intelectual
Alan Cumming – Ator e escritor
Frances de la Tour – Atriz
Deborah Eisenberg – Roteirista, atriz e professora
Brian Eno – Compositor, cantor, artista visual e produtor musical
Eve Ensler – Teatróloga, autora de Monólogos da Vagina
Stephen Fry – Radialista, ator e dirctor.
Danny Glover – Ator e diretor de cinema
Daniel Hunt – Produtor musical e cineasta
Naomi Klein – Roteirista e cineasta
Ken Loach – Cineasta
Tom Morello – Músico
Viggo Mortensen – Ator e músico
Michael Ondaatje – Novelista e poeta
Arundhati Roy – Escritora e ativista
Susan Sarandon – Atriz
John Sayles – Roteirista, diretor e novelista
Wallace Shawn – Ator, teatrólogo e comediante
Oliver Stone – Cineasta
Vivienne Westwood – Estilista de moda

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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