Situação do concurso Miss Rio de Janeiro Universo 2016 é preocupante e evento pode ser adiado para setembro


Coordenadora diz em rede social que certame não será realizado; patrocinadora master do Miss Brasil se cala sobre o caso

Da redação TV em Análise

Helmut Hossmann/Miss Rio de Janeiro/Divulgação/17.09.2014


Polishop e Susana Cardoso ainda não chegaram a acordo

Continua o impasse entre a Polishop, patrocinadora master do concurso Miss Brasil, e a empresária Susana Cardoso, coordenadora do concurso Miss Rio de Janeiro, que credencia a representante do Estado para a etapa brasileira do Miss Universo. Na noite do sábado (13), através de um comentário no Facebook oficial da organização fluminense, Cardoso disse que não promoveria o concurso nos moldes tradicionais, existentes desde 1954, e que uma seletiva teria sido marcada sem a sua anuência para o dia 29 deste mês. “Inexplicavelmente, a Polishop infelizmente não fará o tradicional Concurso Estadual do Rio de Janeiro que acontece a mais de cinco décadas”, disse o texto do comentário da coordenação estadual. Internautas começaram a protestar contra o que chamam de “atraso” – a troca do concurso por uma seletiva feita às pressas e sem nenhum tipo de planejamento.
Até o fechamento desta matéria, nem a Polishop, tampouco suas parceiras no controle da Organização Miss Brasil Universo, a Ford Models Brasil e o Grupo Bandeirantes de Comunicação, licenciados da WME/IMG, controladora da Miss Universe Organization, tinham se manifestado sobre a situação do concurso coordenado por Susana Cardoso. Desde 1999, é ela quem coordena a etapa fluminense do Miss Universo. Caso Susana e a Polishop entrem em acordo, o mais provável é que o certame carioca seja marcado para o dia 17 de setembro. Detalhes das tratativas não foram revelados.

Histórico

O Rio de Janeiro acumula 63 classificações entre as semifinalistas do Miss Brasil (juntando os concursos Miss Rio de Janeiro, Miss Distrito Federal – de 1954 a 1959 – e Miss Guanabara – de 1960 até a fusão com o Estado do Rio, em 1975), incluindo os oito títulos nacionais. O último deles foi conquistado em 1981 por Adriana Alves de Oliveira. Desde então, o Estado tem alternado classificações entre as semifinalistas e finalistas com não classificações. A vencedora do Miss RJ 2015, a atriz Nathalia Pinheiro, ficou apenas entre as 15 semifinalistas do concurso nacional, realizado no dia 18 de novembro, em São Paulo.
Parte das vencedoras do Miss Brasil pelo Rio de Janeiro saiu do antigo Distrito Federal ou do extinto Estado da Guanabara. Sozinha, a cidade do Rio de Janeiro responde por seis dos oito títulos de Miss Brasil dados ao Estado. Os dois restantes saíram de Niterói, cidade onde ficam os escritórios da organização do Miss Rio de Janeiro (e também de onde é Susana Cardoso, sua atual coordenadora).
A quantidade de classificações obtida pelo Rio de Janeiro no Miss Brasil é maior que a obtida por São Paulo, que classificou 55 semifinalistas na etapa brasileira do Miss Universo. Na sequência, Minas Gerais tem 52 classificações, contra 51 do Rio Grande do Sul, 39 de Santa Catarina, 38 do Paraná, 34 da Bahia, 29 do Distrito Federal, 26 de Pernambuco (inclusive do extinto território de Fernando de Noronha) e Goiás, 25 do Mato Grosso, 22 do Ceará, 20 do Amazonas e Pará, 19 do Rio Grande do Norte, 16 do Espírito Santo, 14 do Mato Grosso do Sul, 12 da Paraíba, seis do Acre, Rondônia e Sergipe, cinco do Amapá, Maranhão e Tocantins, quatro de Alagoas e Piauí e duas de Roraima.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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