Cinco cidades filipinas disputam sede do Miss Universo 2016


Antipolo, Angeles, Bocaue, Pasay e Quezón City disputam direito de receber certame no dia 30 de janeiro de 2017

Da redação TV em Análise

Missosology/29.07.2016


Pasay apresentou o Mall of Asia Arena como opção para o concurso

O Comitê Organizador Filipino (PHC, na sigla em inglês) do concurso Miss Universo 2016 registrou na noite desta terça-feira (9) as candidaturas de cinco cidades para receber a 65ª edição do concurso Miss Universo, prevista para a manhã do dia 30 de janeiro de 2017, pelo horário local. Concorrerão à condição de cidade-sede do certame Antipolo, Angeles, Bocaue, Pasay e Quezón City.
A principal candidata a sediar o certame é Pasay, situada na região metropolitana de Manila, que apresentou ao PHC a Mall of Asia Arena, com capacidade entre 15 mil e 20 mil espectadores. Pasay tem a se favor o fato de já ter recebido o Miss Universo em 1974, no Centro Cultural das Filipinas, e 1994, no Centro Internacional de Convenções das Filipinas. Também pesa a favor a construção do complexo hoteleiro Okada Manila, na região conhecida como Entertainment City, às margens da baía de Manila. O projeto deverá ser inaugurado em dezembro para receber as candidatas no mês seguinte.

Megacities/27.08.2015


Smart Araneta Coliseum é a opção de Quezón para o Miss Universo 2016

A segunda candidata na disputa pela sede do Miss Universo 2016 é Quezón City, também na Grande Manila, que apresentou como sugestão para sediar o certame a Smart Araneta Coliseum, com capacidade para 16.500 espectadores. O local é conhecido por sediar o Binibining Pilipinas, etapa nacional do Miss Universo, desde 1964. Esta é a opção da rede ABS-CBN, detentora dos direitos, para a realização do concurso internacional nas Filipinas. No entanto, para integrantes do Departamento de Turismo (DOT, na sigla em inglês), essa opção deverá ser voto vencido na decisão final a ser adotada pela Miss Universe Organization e sua controladora, a WME/IMG, que tem poder de veto na definição das sedes do certame. A Araneta Coliseum foi inaugurada em 16 de março de 1960, reformada em 1999 e recebeu o naming right da Smart Communications em 2011.

Inquirer.net/23.03.2015


A gigante Philippine Arena pode inserir Bocaue no mapa do Miss Universo

A terceira cidade candidata na disputa pela sede do Miss Universo 2016 é Bocaue (26,5 km ao norte de Manila), na província de Bulacan (região de Luzon Central), que designou a Philippine Arena. O local tem capacidade para 55 mil espectadores. Se escolhida, essa será a maior sede que o Miss Universo terá escolhido em seus 65 anos de existência. Para chegar a Philippine Arena, saindo de Manila, o torcedor de sua candidata nacional terá de levar entre 41 minutos de carro (pela rodovia R-8) a 2h43min de ônibus e metrô, passando pelas estações Main Gate e Maria Clara Street. A pé, o percurso pode levar entre 5h17min e 5h20min, a depender do itinerário adotado.

Local Philippines/Reprodução


Ynares Center é a escolha de Antipolo na disputa pela sede

Para se juntar a Bocaue, Pasay e Quezón City na disputa pela sede filipina da 65ª edição do concurso de Miss Universo, outras duas cidades – Angeles, na província de Pampanga, e Antipolo, na província de Rizal, apresentaram candidaturas alternativas às propostas pelo PHC e DOT. Antipolo sugeriu o Ynares Center, com capacidade para 12 mil espectadores. Já a opção de Angeles foi o recém reaberto Clark Expo Amphitheater, com capacidade para 35 mil espectadores. O local foi construído para as comemorações do centenário da Independência das Filipinas, em 1898, e reaberto em 8 de dezembro de 2005. O local tinha sido fechado pelo governo filipino em 1999 pelo então presidente Joseph Estrada, que alegara alto prejuízo, Depois, foi passado a um grupo privado de ensino da Austrália., que lá opera a Site Skills Training, centro de treinamento da indústria de mineração da Freeport Zone, localizado próximo ao Clark International Airport, onde funcionou uma base aérea americana, compartilhada com as Filipinas.

clarkab.org/Reprodução


Ao lado de base americana, Clark Expo Amphitheater é a opção de Angeles

De carro, Angeles é a cidade candidata a sediar o Miss Universo 2016 mais afastada de Manila – fica a 83,6 km ao noroeste da capital filipina. A viagem de carro até essa cidade pode durar 1h27min. A pé, o trajeto pode levar até 16 horas. Já de Manila a Antipolo (17,5 a leste da capital filipina), a distância é bem menor – 44 minutos de carro. A pé, o percurso pode durar 3h31min, passando por Quezón City, também candidata a sediar o certame.
A escolha oficial da cidade que irá sediar o Miss Universo 2016 ainda não tem data definida, mas fontes da Miss Universe Organization asseguraram ao TV em Análise Críticas que o processo de análise dos documentos enviados pelas cidades proponentes ao PHC e ao DOT deverá ser concluído antes de 15 de setembro. Nessa data, estima-se que a rede de televisão aberta FOX, a MUO e a WME/IMG lancem comunicado conjunto anunciando o nome da cidade e arena escolhidas. Nos bastidores, se trabalha com a manutenção de Steve Harvey, que estará comemorando seus 60 anos à época do certame, como apresentador de palco. Nomes femininos para a co-apresentação de palco e comentários de bastidores já começaram a ser sondados. O evento, a ser transmitido para 213 países e territórios, terá distribuição internacional da Alfred Haber para 190 deles.

Memória de uma aquisição

Coincidentemente, na data provável que se conhecer a cidade-sede do Miss Universo 2016, a WME/IMG já terá completado seu primeiro ano de gestão como proprietária da Miss Universe Organization, que gerencia além do Miss Universo, os concursos de Miss USA e Miss Teen USA. A aquisição foi formalizada junto ao antigo gestor, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, 70, na manhã de 14 de setembro de 2015, por US$ 28 milhões. Antes de Trump e da WME/IMG, o Miss Universo pertenceu à Pacific Mills (1952-1976), Gulf + Western (1977-1988) e MSG Entertainment (1989-1995). Trump administrou o Miss Universo de 1996 até à venda à WME/IMG, grupo de entretenimento controlado pelos empresários judeus Ari Emanuel e Patrick Whitesell. Recentemente, a WME/IMG comprou o controle do Ultimate Fighting Championship (UFC) de um apoiador de Trump nas primárias, o dirigente esportivo Dana White, 47.
Durante seus dez anos à frente da Miss Universe Organization, Donald Trump a operou à base de joint ventures com as redes de televisão que transmitiam seus eventos – CBS (1996-2002) e NBC (2003-2014). Poucos dias depois do lançamento de sua pré-candidatura à Casa Branca, Trump fez ataques a imigrantes ilegais mexicanos nos Estados Unidos, chamando-os de “traficantes de drogas”, “estupradores”, “contrabandistas” e “criminosos” e propôs o ilógico: a construção de um muro (que já existe) na fronteira entre os Estados Unidos e o México, erguido ainda na gestão George W. Bush (2001-2009). No seio da MUO, a fúria de Trump custou-lhe os contratos de transmissão com a NBCUniversal e a Univisión, este assinado havia menos de seis meses, além dos boicotes de patrocinadores e artistas ao concurso Miss USA 2015. O certame acabou sendo transmitido pelo nanico ReelzChannel.
As rupturas da costa-riquenha Teletica e da mexicana Televisa com a MUO serviram de isca para que Ari Emanuel apressasse as negocialções com Trump para comprar a integralidade da entidade que organiza o Miss Universo. Coordenadores nacionais de outras partes da América Latina, não incluindo o Brasil, se juntaram à corrente para que Trump se afastasse da gestão do Miss Universo ou a vendesse. A corrente de pressão foi liderada pela mexicana Lupita Jones, 47, eleita Miss Universo em 1991 e coordenadora desde 1995 do concurso Nuestra Belleza Mexico, que elege a candidata de seu país ao Miss Universo, em parceria com o grupo Televisa, parceiro da MUO.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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6 respostas para Cinco cidades filipinas disputam sede do Miss Universo 2016

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