Assunto da semana: Ingressos esgotados


Anthony Anderson e o Grupo Molejo da comédia do 68º Primetime Emmy

Patrick Wymore/ABC/25.02.2016

Eles não cantam versos como “diga lá que eu vou varrendo” e “brincadeira de criança (Como e bom! Como é bom!)”, mas, a depender do caso, passam um humor mais circunspecto e menos caricato e irreverente que o grupo carioca de pagode Molejo. Para bom entendedor é melhor tirar Anthony Anderson, 45, segunda indicação por Black-ish, dessa conta. A trama por ele escrita, pensada, produzida e meditada passa longe do recibo de letra de sambista de escola de samba carioca comprometido com o deboche caricato e infantil. Não vem ao caso.

Amazon Studios/Divulgação

Na percussão, Jeffrey Tambor, de Transparent, robustecido por premiações sindicais de mid-season, parece encontrar o terreno natural para um bicampeonato. A princípio, parece não haver-lhe concorrentes. A atuação de Tambor convence mais os jurados da Academia Nacional de Televisão (NATAS, na sigla em inglês) pelo discurso dito de vanguarda depois que Bruce Jenner deixou de ser Bruce Jenner do que pela diversão a que se pretende. Não irei entrar em maiores detalhes por uma produção de que “ouviu falar”, etc., etc., etc.

Fotos Netflix e Showtime/Divulgação

Aziz Ansari? William H. Macy? Esquece. Esses caras entraram no bojo de indicados apenas para cumprirem tabela para Master of None e Shameless. Não vejo grande coisa para esses atores pegarem a estatueta. É melhor tomar caldo de prudência e bom senso. Com o benefício do Critics’ Choice Awards para Ansari e None, é possível que alguma coisa mude. Se é possível que isso vá acontecer. Para Shameless, a atuação de Macy não deve refletir o biombo do SAG Awards, premiação do sindicato dos atores realizada em janeiro último.

Fotos Kevin Estrada/FOX e HBO/Divulgação

No reco-reco, sobrou para a excelência artística de Will Forte em The Last Man on Earth. Tem interpretação construída apenas para cumprir tabela de indicação. Não que eu o ache um ator ruim – não é esse meu preceito, a olhar para a época de Saturday Night Live. Fechando a banda, Thomas Middleditch, de Silicon Valley parece se enquadrar mais em critérios para ator coadjuvante do que para ator principal. Não acho esse o caminho. A exemplo de Modern Family, Silicon Valley é comédia de coadjuvantes. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (31/7)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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