Depois de Preta Gil, Sheron, Taís Araújo e moça do tempo do Boletim Focus do JN, ódio racial a la Selma começa a atingir etapas regionais do Miss Brasil 2016


Blogueiro maranhense desconhece higiene jornalística e ataca Deiswe D’anne sem nenhuma piedade das pessoas

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise
(Atualizado em 27/7/2016 às 18h42)

Organização Miss Brasil Universo/Divulgação/29.06.2016


Na foto, LaPorsha Reneae, vítima da injúria racial do Revoltados Online

A ética jornalística foi jogada na lata do lixo na cobertura do concurso Miss Maranhão 2016. Postagem do jornalista Luis Pablo, datada da sexta-feira (1º), faz ataques sórdidos e estúpidos à vencedora da etapa estadual do Miss Brasil 2016, Deise D’anne, os quais não cabe reproduzir. Passa do limite do abominável e do grotesco em termos de educação jornalística ao modus operandi pós-Sarney.
As agressões raciais orquestradas por esse aprendiz fracassado de Donald Trump contra Deise D’anne poderiam atingir também as outras duas afrodescendentes já eleitas para a etapa brasileira do Miss Brasil 2016 – a paulista Sabrina de Paiva e a paranaense Raíssa Santana. Remetem, além da agenda abjeta de Trump, ex-gestor do concurso de Miss Universo, na sua campanha sórdida para a Casa Branca, ao pior chiqueiro jornalístico que pode se tirar de nossas falidas instituições públicas e privadas de ensino superior destinada a formar jornalistas, mas que na prática formam débeis mentais que espalham pânico e terror no Profissão Repórter. Fazem de seus teclados punhetas para assacarem absurdos como a pregação da extinção do Partido dos Trabalhadores (PT), a criminalização de movimentos sociais e entidades como MTST, MST, CUT, Contag, UNE e UBES e o confisco de conquistas sociais como o Minha Casa Minha Vida, o Ciências sem Fronteiras, o Mais Médicos e o programa Luz para Todos, além de obras do PAC.
Na resposta, publicada pelo irresponsável no mesmo dia 1º de julho de 2016, Deise D’anne invocou a Constituição Cidadã do saudoso “Senhor Diretas”, o doutor Ulysses Guimarães (1916-1992). “Solicito direito de resposta à matéria publicada neste respeitável (sic) blog intitulada ‘Miss Maranhão é suspeita de fraudar documento para participar do concurso'”, disse. Na defesa, Deise D’anne disse ser “de uma família simples”, “de princípios e valores éticos”. Foi a paulada que restava para matar a pretensa moral de Luís Pablo e outros 291 blogueiros de aluguel existentes no Maranhão. Por razões éticas e de convivência (até por ter gente do Sistema Meio Norte nesse meio), me abstenho de dar nome aos boia. Tal tarefa se reserva a dejetos de esgotos jornalísticos como a revista Veja, edificada na fedorenta Marginal do Rio Tietê, em São Paulo, no Code Black de uma editora chamada Abril. É exatamente a mesma turminha que, associada com a Fiesp e a Rede Globo, patrocina ataques a maranhenses como Valdir Maranhão, que anulou por seis horas o impedimento criminoso da presidenta legítima do Brasil, Dilma Rousseff.
O rancor da “minoria com complexo de maioria” instada em mentes imbecis como essa remete ao ódio racial de policiais americanos contra a marcha de Selma a Montgomery, que inspirou filme e música oscarizada de John Legend e Common. É o mesmo viés que, desde o ano passado, norteia os ataques raciais a atrizes como Sheron Menezes e Taía Araújo, cantoras como Preta Gil e jornalistas como Maria Júlia da previsão do tempo do Hocus Pocus do Boletim Focus do Jornal Nacional do Governo Golpista e Interino Temerário. Viés esse que tem as digitais de Trump e de seus cães de guarda Rodrigo Constantino, Olavo de Carvalho, Dana White e decadentes que competiram no velho Celebrity Apprentice. Gente morta não inclusa.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Mondo cane, Nossas Venezuelas, Projetos especiais e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

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