A hipocrisia da Miss Brasil 2015 Marthina Brandt


Como a Escola sem Partido, o Vem pra Rua, o Revoltados Online, a Rede Globo, o PCC (Partido da Corja do Cunha) e a Fiesp formaram um apêndice de suposta intelectual

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Arquivo pessoal/Miss Universe Organization/03.12.2015


Muito antes de Marthina nascer, em 31 de janeiro de 1992, o então governador de Minas Francelino Pereira, 95, perguntava em pleno recrudescimento da ditadura militar: “Que país é esse?”

Nos anos em que o PT esteve no poder, entre 2003 e 2016 (na visão do governo provisório de Michel Temer), a Rede Bandeirantes tocou através de mãos próprias ou de terceiros a organização do concurso Miss Brasil e a concessão brasileira do concurso de Miss Universo. Na Primeira República Petista, a de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil teve desempenhos horrendos no concurso internacional, salvos apenas pelo segundo lugar da mineira Natália Guimarães, no início do Segundo Governo Lulista, a despeito de esta estar mais afinada com as ideologias entreguistas da quadrilha de Aécio Neves, que destruiu seu Estado natal entre 2003 e 2014, a começar de aberrações como a Cidade das Águas de Frutal, objeto de investigação do Ministério Público e desnudada para todo o mundo pelo repórter Luiz Gustavo Luz, da Rede Record – ironicamente, a mesma casa em que Natália trabalha.
Já com a Segunda República Petista, a de Dilma Vana Rousseff, instalada em 2011, começou-se a fabricação de misses mais afinadas com o viés antipetista da Band. O primeiro exemplar dessa safra foi a gaúcha Priscila Machado, terceira colocada em São Paulo no Miss Universo 2011, de gastos questionáveis que os membros do Ministério Público, Polícia Federal e Justiça Eleitoral jamais foram capazes de investigar. Não foram a fundo nas finanças da empresa fantasma Enter-Entertainment Experience, constituída pela Band sem capital algum para organizar e desorganizar os concursos regionais e nacional, além de corridas de Fórmula Indy que deram errado. A Brasília Indy 300, que seria realizada em março de 2015 é um triste exemplo do malogro do “sonho de miss” construído pela Band, O Canal do Esporte, como costumava preconizar Luciano do Valle (1947-2014).
***
A reeleição de Dilma, em 26 de outubro de 2014, no segundo turno, obrigou a Band a fabricar uma geração de misses politicamente pioradas em relação às da primeira leva – Gislaine Ferreira, a recém-falecida Fabiane Niclotti, Carina Beduschi, Grazi Massafera e Rafaela Zanella, apenas para citar alguns exemplares mais nobres entre vencedoras e finalistas do Miss Brasil. Sob a doutrinação ideológica de Caio de Carvalho, ex-ministro do Turismo nos desgovernos do PSDB de FHC, a Enter constituiu um banco de dados nacional de candidatas de concursos estaduais e o reaproveitava para que essas mesmas candidatas concorressem novamente num mesmo concurso estadual ou passasse para ser indicada por outro coordenador estadual, Assim tem sido com Tocantins, que tem reaproveitado em 2014 e 2015 ex-candidatas ao título de Miss Distrito Federal. Para a Band, quanto mais pobre o Estado (caso de Tocantins, parte do Matopiba), melhor para os peixes graúdos – caso de Cloves Nunes, coordenador do Miss DF desde 2006.
À medida que eclodiam as manifestações patrocinadas pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), ancoradas por sub movimentos sociais como Revoltados Online, Meu Partido é o Brasil, Vem pra Rua e Movimento Brasil Livre, travestidos de ONGs direitistas e extremistas de fachada a la Al Qaeda e Estado Islâmico para instaurar o terror psicológico da “Aids econômica do Brasil”, orquestrado por órgãos de imprensa como a Rede Globo e a própria Band (então parceiras nas transmissões do futebol brasileiro), começavam a se perfilar misses afinadas com as ideologias tacanhas e atrasadas de gente como Michel Temer, Eduardo Cunha, Marcello Reis, Kim Kataguiri e Alexandre Frota. Marthina Brandt, coroada Miss Brasil 2015 na noite da quarta-feira, 18 de novembro, em São Paulo, atende a esse padrão de beleza dentro do viés ideológico direitista mais estúpido que tenta governar o Brasil na marra pela primeira vez em 31 anos de redemocratização.

Prefeitura Municipal de Vale Real/Divulgação


Na foto, o Taj Mahal de Vale Real

Natural da cidade de Vale Real (região de Montenegro, na serra), Marthina Brandt teve uma educação europeia digna da Belindia – leis e impostos da Bélgica com realidade social dantesca da Índia de Priyanka Chopra de Quantico, não aplicada a Vale Real, cidade aparentemente livre do analfabetismo, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A menos que este seja intelectual e político, como o de Marthina, eleitora de Aécio nos dois turnos da peleja presidencial de 2014. E da miséria, para os locais, restrita a programas policiais como Balanço Geral, jornalísticos de terror psicológico como o Fintástico e o SBT Brasil da psicopata Rachel Sheherazade e séries americanas de terror psicológico como Homeland.
Ao vergar a camisa da Selecinha na manifestação que o consórcio liderado pela Fiesp promoveu na Avenida Paulista no dia 13 de março, Marthina Brandt entrou de vez no coro de “celebridades” que defendem o impedimento de Dilma como os atores Humberto Martins, Susana Vieira e Viviane Araújo, esportistas como Anderson Silva, músicos como Lobão, Gusttavo Lima, Luan Santana, Michel Teló e Sérgio Reis e “intelectuais” como Alexandre Frota, Kataguiri, Marcello Reis, Tiririca e outros parasitas e cercarias da direita conservadora, robustecidas pela ajuda externa da Koch Industries e da Students for Liberty, apêndice americano do MBL, Vem Pra Rua, Revoltados e seus Diários, Diarreias e Emissoras Associadas ao Golpe Contra Dilma e a Democracia.
Com a realização da perícia do Senado Federal nos papéis das supostas “pedaladas fiscais” de Dilma (que não mostrou crime algum da presidenta afastada), atesta-se que Marthina Brandt se tornou a Miss Brasil politicamente mais hipócrita de todos os tempos. Nenhuma das 21 misses Brasil eleitas durante o período militar (1964-1984) chegou a tanto. Nem mesmo aquelas que propagandeavam as ilusões e mentiras do “Brasil Grande”, como a carioca Eliane Fialho Thompson, fotografada no Teleporto de Tanguá (região metropolitana do Rio de Janeiro) como parte do estratagema da Embratel, vendida aos Lobos Adolescentes do Capitalismo Selvagem Estrangeiro na privataria tucana de 28 de julho de 1998 – a mesma data em que Sasha, a filha da decadente apresentadora Xuxa Meneghel, nasceu sob as luzes do Jornal Nacional, que subestimou as porradas da Polícia Militar contra os movimentos sociais e partidos de esquerda que defendiam a soberania nacional ao invés da entrega do patrimônio nacional a lobos como AT&T, Telecom Italia, Telefónica de España, Vodafone, dentre outros. Isso para não citar o entreguismo que a Band faria mais tarde com o concurso Miss Brasil aos americanos da WME/IMG, donos também do UFC e dos rodeios da PBR, do Lollapalooza e da Semana de Moda de Nova York.

Para certificar a hipocrisia de Marthina, recomenda-se assistir à íntegra do pronunciamento da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), feito no Senado Federal na terça-feira (22). Para os petistas que torceram por Marthina no Miss Universo 2015, é uma reflexão, Para os oposicionistas que torceram por Marthina no mesmo concurso, no entanto, as palavras de Gleisi são uma pancada na cabeça. Tirem as crianças politicamente analfabetas de direita da sala

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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