Está nas mãos da WME/IMG o destino das Filipinas como sede do Miss Universo 2016. Las Vegas vira ‘plano B’


Para Pia Wutzbach, possibilidades do país sediar o certame “são muito grandes”

Da redação TV em Análise

Jilson Seckler Tiu/Inquirer/Arquivo


Oito cidades foram cotadas por Pia Wurtzbach para programação paralela

A partir de agora a decisão final sobre a confirmação das Filipinas como país sede da 65ª edição do concurso Miss Universo caberá à WME/IMG, grupo controlador da Miss Universe Organization. Em conversa com internautas através do Facebook realizada na noite desta quarta-feira (20), a Miss Universo 2015 Pia Wurtzbach, 26, admitiu pela primeira vez a possibilidade de o país sediar o certame. “São muito grandes as possibilidades de o certame ser realizado aqui”, ressaltou a detentora do título. Ela está de viagem marcada para voltar para Nova York nesta quinta-feira (21), onde vai se preparar para a programação do Miss Teen USA 2016, que acontecerá no sábado (30), em Las Vegas, cidade que ainda aspira à “residência” permanente do Miss Universo até 2018.
Desde a segunda-feira (18), Pia cumpriu na capital do país, Manila, uma extensa agenda de atividades que incluiu uma reunião com o presidente Rodrigo Duterte, 71, acompanhada de dois diretores da MUO. Ela deverá voltar às Filipinas no próximo mês para a possível assinatura do contrato de organização do certame. Duas cidades – Santa Maria de Bulacán e Quezón City, ambas na região metropolitana de Manila – estão sendo sondadas para receber as preliminares e a final televisionada, prevista inicialmente para o dia 29 de janeiro de 2017. De acordo com projeção do TV em Análise Críticas, 95 candidatas devem participar da disputa, mas esse número poderá ser revisado para baixo.
De acordo com Pia, regiões como Boracay, Cebu, Palawan, Davao, Cagayan de Oro, Vigan, Bacolod City e Bohoi seriam possíveis locais para atividades secundárias do certame, incluindo ações filantrópicas. “Em quais regiões vocês pensariam que o certame passasse (para o mundo inteiro)?”, perguntou.

As Filipinas de Pia Wurtzbach por trás da propaganda

A proposta para que as Filipinas sediem o Miss Universo 2016 já recebeu sinal verde de Duterte, que tomou posse na quinta-feira, 30 de junho, com três medidas controversas: prisão de menores de idade, defesa do assassinato de dependentes químicos e do restabelecimento da pena de morte. Durante a campanha, Duterte, que também defende a erradicação da pobreza, foi chamado de “justiceiro”. Um dia após a reunião de Duterte com Pia, a Suprema Corte filipina ordenou a soltura da ex-presidenta Gloria Arroyo, 69, presa por crimes de corrupção numa cama de hospital em 18 de novembro de 2011, acusada de fraudes na eleição para o Senado em 2007. Ela foi anistiada por Duterte.
Quando a cidade de Pasay (região da Grande Manila) sediou o Miss Universo 1974, as Filipinas estavam sob a ditadura de Ferdinando Marcos (1917-1989). Durante a realização do Miss Universo 1994, na mesma cidade, o país já estava de volta à democracia, sob o governo de Fidel Ramos, 88, que assumira a presidência pelo voto direto em 30 de junho de 1992, permanecendo até 30 de junho de 1998.
Foi na ditadura de Marcos, que ordenou o assassinato de líderes de oposição como Benigno Aquino (1932-1983), esposo da sucessora do ditador, Corazón Aquino (1933-2009), que as Filipinas conquistaram seus dois primeiros títulos de Miss Universo – 1969, em Miami Beach, com Glória Diaz, e 1973, em Atenas, com Margarita Morán. A eleição de Pia como Miss Universo 2015 é a primeira de uma miss filipina já sob o regime democrático da Quinta República, instaurada por Cory após sua posse, em 25 de fevereiro de 1986. Ela governou o país até 30 de junho de 1992.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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