‘Cruzem os dedos’, pede Pia Wurtzbach após reunião com presidente filipino por sede do Miss Universo 2016


Duas cidades disputam o direito de receber o certame, no dia 29 de janeiro de 2017

Da redação TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação


Escolha ficará entre Santa Maria de Bulacán e Quezón City

Dois dias depois da reunião que teve com o presidente filipino Rodigo Duterte, 71, a Miss Universo 2015 Pia Wurtzbach, 26, pediu ao povo de seu país que “cruze os dedos” nas contas oficiais do concurso Miss Universo no Facebook e Instagram. “Tivemos uma pequena conversa com o presidente das Filipinas e quero só dizer: temos que cruzar os dedos”, disse a detentora do titulo na postagem publicada no início da manhã desta quarta-feira (20).
Dois locais, a Philippine Arena, com capacidade para 55 mil espectadores, localizada em Santa Maria de Bulacán (35 km ao norte de Manila), e a Smart Araneta Coliseum, com capacidade para 16.500 espectadores, na cidade de Quezon (14 km ao nordeste de Manila, na região metropolitana da capital filipina), disputam o direito de receber as competições preliminares e a final televisionada do concurso. Além da região da Grande Manila, algumas atividades do Miss Universo 2016 também poderão ser realizadas nas províncias de Boracay, Cebu e Palawan. A intenção dos responsáveis pela candidatura filipina é promover o turismo dessas regiões para o mundo. Os gastos para a realização do certame em território filipino estão estimados em US$ 12 milhões (R$ 39,037 milhões), menores que os verificados em São Paulo e Moscou, de acordo com as autoridades locais.
Diretores da rede de televisão aberta FOX e da Miss Universe Organization já estariam negociando com o Departamento de Turismo das Filipinas (DOT, na sigla em inglês) a realização do concurso Miss Universo 2016 para o domingo, 29 de janeiro de 2017. A data proposta pelo governo filipino atenderia a interesses da emissora americana, que terá um evento importante para preencher o vácuo a ser preenchido entre a final da Conferência Nacional da NFL, no domingo anterior, 22 de janeiro, e o super Bowl LI, a ser realizado no domingo seguinte, 5 de fevereiro, a ser transmitido nos Estados Unidos pela própria emissora. No entanto, essa data choca com o 23º Screen Actors Guild (SAG) Awards, que acontece no mesmo domingo da data sugerida do Miss Universo 2016, 29 de janeiro de 2017, e deverá forçar a programadora Turner, dona do canal pago TNT, que detém os direitos de TV paga do certame na América Latina, a levar ao ar o SAG Awards gravado na segunda-feira, 30 de janeiro, repetindo o mesmo esquema adotado em 2015.
Os direitos de TV aberta do evento no Brasil pertenciam até o ano passado à Rede Bandeirantes. Com a mudança na administração da concessão do Miss Universo para o país (da extinta Enter-Entertainment Experience para a Organização Miss Brasil Universo, joint venture formada pela empresa de varejo Polishop, pela agência Ford Models Brasil e pela WME/IMG, controladora da MUO), é provável que esses direitos mudem de mãos. A Band, por força contratual imposta pela MUO, tem preferência na renovação. No entanto, diretores da WME/IMG operam nos bastidores para que o Miss Universo 2016 seja exibido pela Rede Globn, e não pela Band. Eles alegam que, “nas mãos da emissora líder de audiência do país, o concurso teria mais visibilidade e atrairia mais anunciantes da mesma forma que o futebol e o MMA recém-adquirido do UFC“.
As Filipinas receberam o Miss Universo pela primeira vez na manhã de 21 de julho de 1974, no Teatro de Artes Folclóricas do Centro Cultural das Filipinas, em Pasay (região metropolitana de Manila), com capacidade atual para receber 8.458 espectadores sentados. Em 20 de maio de 1994, o concurso ocorreu no Centro Internacional de Convenções das Filipinas, também em Pasay, com capacidade para 3.813 espectadores. Nenhum dos dois locais está nos planos do governo filipino para receber o Miss Universo 2016. De acordo com projeção publicada pelo TV em Análise Críticas no sábado, 16 de julho, 95 países e territórios deverão ter candidatas presentes na disputa, o que poderá ser o maior número de competidoras em toda a história do certame, criado em 1952 na cidade de Long Beach (Califórnia). Os recordes atuais foram estabelecidos em São Paulo (2011) e Las Vegas (2012), ambos com 89 candidatas.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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