EXCLUSIVO: Pelo menos 15 coordenadores estaduais do Miss Brasil estariam envolvidos em denúncias de corrupção


Nomes dos envolvidos e dos Estados para os quais trabalham estão sob sigilo

“Quem está tentando assumir o poder (no Miss Brasil) é o PCC (Partido da Corja do Cunha)”
(Deputado federal Sílvio Costa, do PT do B de Pernambuco, em discurso na Câmara dos Deputados, em 16 de abril de 2016, às vésperas do Golpe contra a presidenta legítima do Brasil, Dilma Rousseff, patrocinado pela CIA, Chevron, Fiesp, Polícia Federal e Rede Globo, com a colaboração da Miss Brasil 2015 Marthina Brandt e “intelectuais” como Alexandre Frota, Dinho Ouro Preto, Humberto Martins, Lobão, Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Rogério Flausino, Susana Vieira e Viviane Araújo)

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise
(Atualizado em 6/8/2016 às 13h55)

Lucas Ismael/Organização Miss Brasil Universo/16.11.2015


Coordenações estão na mira da PF, diz fonte do Ministério da Justiça: franqueados estaduais teriam sido citados em nove operações

Uma investigação interna da Rede Bandeirantes apontou a existência de um amplo esquema de manipulação de resultados, favorecimento à prostituição, corrupção de menores, peculato, prevaricação e advocacia administrativa em pelo menos 15 das 27 coordenações estaduais do concurso Miss Brasil, que elege a representante brasileira para o concurso de Miss Universo. A informação foi repassada com exclusividade ao TV em Análise Críticas por funcionários do departamento jurídico da emissora, que investigam as condutas antiéticas praticadas pelos ex-coordenadores de Sergipe, Deivide Barbosa, e de Alagoas, Márcio Mattos.
Os nomes dos coordenadores envolvidos no esquema estão sendo mantidos em sigilo para não prejudicar o andamento do processo. De acordo com uma fonte da alta direção da Band, estariam envolvidos no esquema criminoso coordenadores de Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, considerados de baixíssima tradição de títulos de Miss Brasil e, portanto, alvos mais vulneráveis às práticas mais sórdidas de compra de votos. Um dos advogados envolvidos na apuração das denúncias revelou ao Críticas que em Estados mais pobres, como Maranhão, Alagoas e Sergipe, “os métodos de votação e eleição das candidatas remetem à época do voto de cabresto do Brasil império denotado nos filmes antigos do saudoso Mazzaropi”.

Reprodução/SBT/06.06.2016


Camila Dias Mol, ex-miss Sergipe 2015, entregou o covil dos ladrões

Cinco diretores da Miss Universe Organization já estão acompanhando as denúncias através de trocas de e-mail e videoconferências com diretores da Band e das parceiras na organização do Miss Brasil, a empresa de televendas Polishop e a agência Ford Models Brasil. A presidenta da entidade, Paula Shugart, se disse “revoltada e indignada” com o que chamou de “câncer maligno que está matando uma das mais tradicionais potências do Miss Universo”. Entre 1954 e 1989 e 1991 e 2015, o país obteve 34 classificações entre as semifinalistas do Miss Universo, incluindo-se os títulos de Ieda Maria Vargas (1963) e Martha Vascvoncellos (1968), ambos conquistados em Miami Beach (região metropolitana de Miami). Diretores do conglomerado de entretenimento WME/IMG, que assumiu o controle da MUO em 14 de setembro de 2015, defenderam que Deivide, Mattos e outros coordenadores estaduais acusados de “práticas ilegais” sejam bandidos definitivamente da coordenação de concursos de beleza. “A exemplo do que foi demonstrado no mensalão e na Operação Lava Jato, a corrupção no Brasil atinge até mesmo os tradicionais concursos de misses. No entanto, falta às autoridades policiais e ao Poder Judiciário pulso para prender e investigar esses franqueados que deveriam ser chamados de bandidos”, disse um interlocutor ligado a um dos sócios da empresa, o arrecadador de campanhas do Partido Democrata Ari Emanuel, 55, acusado pelo ex-gestor Donald Trump de prestar favores à sua rival na disputa pela Presidência americana, a senadora Hillary Clinton.

Ao SBT, ex-miss sergipana entregou a ponta do iceberg

Em entrevista ao programa Conexão Repórter veiculado na madrugada desta segunda-feira (11) pelo SBT, a ex-miss Sergipe 2015, Camila Dias Mol, entregou um grande esquema de corrupção praticado entre os anos de 2014 e 2015 pelo empresário Deivide Barbosa, licenciado pela extinta empresa Enter-Entertainment Experience, ligada ao Grupo Bandeirantes de Comunicação, que geriu a concessão do concurso Miss Universo para o Brasil entre os anos de 2012 e 2015. Ao jornalista Roberto Cabrini, Camila disse que até menores de idade eram usadas para participar da etapa sergipana do Miss Universo e havia suspeitas de compra de votos de jurados do concurso estadual, adulteração de resultados e facilitação à prostituição de ex-candidatas que não se classificassem na disputa estadual. No mesmo programa, Deivide, descredenciado pela Band em 6 de maio de 2015, negou todas as acusações.

Reprodução/SBT/06.06.2016


Delatora da corrupção na antiga coordenação do concurso Miss Sergipe relatou a Cabrini casos de corrupção de menores e de prostituição: para advogados da Band, políticos de cinco partidos estariam envolvidos

Pouco depois de explodirem as denúncias contra o concurso Miss Sergipe, a Band perdeu todos os contratos de patrocínio que tinha para a realização do concurso Miss Brasil 2015. No dia 19 de setembro, todas as 27 etapas estaduais tinham sido realizadas. A partir dessa data, começou uma movimentação de coordenadores estaduais junto à Band para que não cancelasse o Miss Brasil 2015 sob a alegação de que teriam que arcar com as despesas de não envio das candidatas à competição nacional. Aos coordenadores que permaneceram, a Band alegou que a culpa no atraso da produção do Miss Brasil 2015 era da crise econômica e política que o país atravessava à ocasião. Representantes do CNCCB (Comitê Nacional de Coordenadores de Concursos de Beleza) ameaçaram processar a Band por danos morais caso não realizasse o Miss Brasil 2015.
Fontes da área jurídica da Band admitiram ao Críticas que políticos ligados a cinco partidos – PT. PMDB. PSDB, DEM e Solidariedade – estariam envolvidos na malha de corrupção que contaminou o concurso de Miss Sergipe. Quanto ao caso de Alagoas, que não foi citado na reportagem do SBT, a Organização Miss Brasil Universo (joint-venture da Polishop, WME/IMG e Ford Models Brasil) informou que o coordenador local “foi descredenciado pelas mesmas práticas verificadas em Sergipe”. Uma fonte ligada ao gabinete do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que os nomes dos outros 13 coordenadores estaduais que estão na alça de mira da coordenação brasileira do Miss Universo deverão vir à tona nas próximas semanas, através de operações a serem deflagradas pela Polícia Federal e pelas polícias civis estaduais. No primeiro caso, parte desses coordenadores pode ter ligações com denunciados pelas Operações Boi Barrica, Castelo de Areia, Custo Brasil, Lava Jato, Narciso, Pororoca, Satiagraha, Triplo X e Zelotes.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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