O ‘sonho de miss’ da Band, em associação com o PMDB do presidente biônico Temer, produz seu primeiro cadáver


Quem matou Fabiane Niclotti? O PCC? O PSTU, o PSOL, a Rede Sustentabilidade e outros “partidecos” da esquerda festiva? O CCC? O Revoltados Online? Os Professores sem Partido? O Instituto Millenium? A igreja do Eduardo Cunha?

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise
(Atualizado em 30/6/2016 às 12h)

Jefferson Botega/Agencia RBS


E quem matou também Christina Grimmie e os 50 da boate Pulse?

Pela primeira vez desde a retomada televisiva do concurso Miss Brasil em 2002, a etapa brasileira do Miss Universo produz um cadáver. Passa a figurar nas páginas policiais não pela corrupção comprovada de parte de seus coordenadores estaduais. Mas por uma tragédia a ser explorada a torto e a direito por Brasil Urgente, Cidade Alerta, Fintástico e outras cachorradas da Sucam travestidas de jornalismo policial. Jornalismo policial? Vide o circo midiático armado para constranger a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), 50, na prisão de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, 64, na Operação “Custo Brasil” da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. “Custo Brasil”, assim mesmo escrita, no linguajar jocoso da Fiesp, por se tratar de uma das tramas mais sórdidas para derrubar do poder a presidenta legítima da República, Dilma Rousseff, 68, eleita em 26 de outubro de 2014 com o voto de 54 milhões de brasileiros.
É cedo para elaborarmos qualquer prejulgamento acerca do que ocorreu com Fabiane Niclotti, encontrada morta aos 31 anos na sua casa, em Gramado (microrregião de Gramado-Canela, 115 km ao norte de Porto Alegre). Funcionária da Secretaria de Turismo da cidade, Fabiane, que não se classificou entre as 15 semifinalistas do Miss Universo 2004, realizado em Quito (Equador), se afastou dos holofotes após o fim de seu reinado. Ficou à sombra do sucesso da atriz Grazi Massafera, 34, com a qual competira no certame, o segundo televisionado pela Band, como parte de um acordo com a Gaeta Promoções e Eventos. Também não casou com dono de telefônica (Carlos Jereissati, 70, da Oi) formada na Privataria Tucana e ora em recuperação judicial – essa condição coube à segunda colocada na disputa, a mineira Iara Coelho, 34.
Ai me pergunto: a morte precoce de Fabiane Niclotti tem todos os elementos de um American Crime Story sem suspeitos? A meu ver, sim. Filiada ao PMDB de Eduardo Cunha, Pedro Simon, Eliseu Quadrilha e do presidente interino golpista Michel Temer, Fabiane era apenas uma burocrata da máquina pública de Gramado. Dada a sua importância do título de Miss Brasil 2004 para a cidade, a estância turística de Gramado, na pessoa do prefeito Nestor Tissot, 57, do PP de Paulo Maluf, Pedro Correa, João Cláudio Genu e outros vermes do mensalão petista de Thomas Jefferson, decretou bandeiras a meio mastro e luto oficial de três dias. Em nome da austeridade para bater em estudante de escola pública, o governador José Ivo Sartori, 68, (outro peemedebista) calou a boca. Não emitiu nenhuma nota de condolências no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul. Num jogo de empurra, passou o luto de todos os gaúchos para a esfera municipal, numa das mais hediondas demonstrações de mesquinharia política pós-PT.
“Era uma pessoa muito tranquila, muito calma e sossegada. Sempre foi uma menina ponderada, administrava bem as suas coisas”, assim definiu o preparador de Fabiane para o Miss Brasil 2004 e Miss Universo 2004, Evandro Hazzy, coordenador do Miss Brasil entre 2011 e 2015, à Agência RBS, pertencente à afiliada local da Rede Globo, denunciada na Operação Zelotes, da Polícia Federal, que investiga irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), da Receita Federal. Tal tranquilidade demonstrada em Fabiane talvez tenha lhe custado os holofotes que ela perdera após o fim de seu reinado, a exemplo do que ocorre entre nove entre cada dez ex-candidatas estaduais ao Miss Brasil válido pelo Miss Universo. Tal ponderação fez Fabiane Niclotti jogar fora oportunidades no meio artístico e de ter ascendido socialmente. Preferiu se confinar em sua Gramado. Para lá o luto em torno de seu nome ficar confinado.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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